Escala 6×1 pode acabar ainda neste semestre; entenda o que está em discussão
28 de janeiro de 2026Proposta em debate prevê alterações na jornada de trabalho no Brasil
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A escala de trabalho 6×1, em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e descansa apenas um, pode estar com os dias contados. A possibilidade de extinção ou reformulação desse modelo ainda neste semestre vem ganhando força em debates no Congresso Nacional e em discussões entre governo, centrais sindicais e representantes do setor empresarial.
A proposta em análise prevê mudanças na organização da jornada semanal, com o objetivo de ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores e melhorar a qualidade de vida, sem necessariamente reduzir a produtividade. Entre os modelos discutidos estão jornadas com mais dias de folga consecutivos ou redistribuição das horas trabalhadas ao longo da semana.
Atualmente, a escala 6×1 é amplamente utilizada em setores como comércio, serviços, indústria, saúde e segurança, especialmente em atividades que exigem funcionamento contínuo. Caso a mudança avance, a transição deverá ocorrer de forma gradual, com regras específicas para cada segmento econômico.
Sindicatos defendem que o fim da escala 6×1 pode trazer benefícios como redução do desgaste físico e mental, aumento do convívio familiar e até melhora no desempenho profissional. Já representantes empresariais alertam para a necessidade de ajustes operacionais, contratação de pessoal e possíveis impactos nos custos das empresas.
Especialistas em direito do trabalho ressaltam que, para entrar em vigor, qualquer alteração precisa ser aprovada pelo Congresso e regulamentada, garantindo segurança jurídica para empregadores e empregados. Também estão em discussão possíveis exceções e acordos coletivos que permitam adaptações conforme a realidade de cada setor.
Se aprovada ainda neste semestre, a mudança pode representar uma das principais alterações na legislação trabalhista dos últimos anos, afetando milhões de trabalhadores em todo o país. Até lá, a orientação é acompanhar o andamento das propostas e as definições oficiais sobre prazos e regras.



