Nova investigação diz que morte de Kurt Cobain foi “homicídio” e questiona conclusão de suicídio

Nova investigação diz que morte de Kurt Cobain foi “homicídio” e questiona conclusão de suicídio

11 de fevereiro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Investigadores independentes revisam autópsia e apontam possível inconsistência na versão oficial

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

Nova investigação independente aponta possível homicídio na morte de Kurt Cobain e questiona conclusão oficial de suicídio. Polícia mantém versão original.
Foto: Jeff Kravitz (Filmmagic)

Uma equipe independente formada por cientistas do setor privado voltou a analisar o laudo da autópsia e os materiais da cena da morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, ocorrida em 5 de abril de 1994, em Seattle, nos Estados Unidos. A nova revisão, divulgada pelo jornal britânico Daily Mail nesta terça-feira (10), aponta possíveis inconsistências na conclusão oficial de que o músico morreu por suicídio.

Segundo o relatório original, Cobain morreu aos 27 anos em decorrência de um disparo autoinfligido por espingarda em sua residência. No entanto, a equipe independente afirma que determinados achados da autópsia poderiam ser incompatíveis com uma morte instantânea causada exclusivamente por arma de fogo.

De acordo com a nova análise, o músico poderia ter sido incapacitado antes do disparo. O estudo sugere a hipótese de que uma overdose de heroína teria sido administrada para deixá-lo inconsciente, seguida do disparo na cabeça. Os pesquisadores também levantam a possibilidade de que a cena tenha sido organizada para parecer suicídio.

A pesquisadora independente Michelle Wilkins destacou que o laudo menciona presença de líquido nos pulmões, hemorragias oculares e danos ao cérebro e ao fígado. Segundo ela, esses sinais são compatíveis com privação de oxigênio e overdose, mas não seriam comuns em mortes instantâneas por disparo de espingarda. Wilkins afirmou que necrose cerebral e hepática são achados frequentemente associados a intoxicação por opioides.

A equipe também questiona detalhes da cena descrita no inquérito original, incluindo a organização dos objetos e padrões de sangue. De acordo com os analistas, a disposição de cartuchos, recibos e da arma poderia indicar encenação. Wilkins afirmou que a ausência de sangue na mão do músico e a presença de uma grande mancha na parte inferior da camisa levantariam dúvidas sobre possível movimentação do corpo.

O bilhete deixado na cena também foi reavaliado. Segundo os pesquisadores, a parte inicial do texto trataria da intenção de deixar a banda Nirvana, enquanto as últimas linhas apresentariam diferenças gráficas que, na visão deles, mereceriam análise pericial mais aprofundada.

Apesar das conclusões levantadas, a equipe afirma que não busca responsabilizações imediatas, mas sim transparência e revisão técnica das evidências. “Se estivermos errados, apenas provem isso”, teria declarado um dos integrantes do grupo após a análise preliminar.

O Instituto Médico Legal do Condado de King, responsável pela autópsia em 1994, afirmou ao Daily Mail que realizou exame completo seguindo todos os protocolos e que mantém a conclusão de suicídio. O órgão declarou que está aberto a revisar conclusões caso novas evidências concretas surjam, mas informou que, até o momento, não há elementos que justifiquem a reabertura do caso.

O Departamento de Polícia de Seattle também reiterou que não pretende reabrir a investigação e mantém a posição de que Kurt Cobain morreu por suicídio.

A nova análise reacende um debate que persiste há quase três décadas e mantém o caso entre os mais discutidos da história da música e da cultura pop.