Por trás da folia: tecnologia garante funcionamento do Carnaval de Salvador

Por trás da folia: tecnologia garante funcionamento do Carnaval de Salvador

13 de fevereiro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Rede digital mantém pagamentos, segurança e comunicação durante os dias de festa

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Paula Froes

Baiana System - Foto Paula Froes
Baiana System – Foto Paula Froes

Reconhecido como um dos maiores eventos de rua do mundo, o Carnaval de Salvador exige uma operação complexa que vai muito além da música e da diversão. Entre os dias 12 e 18 de fevereiro de 2026, a capital baiana deve receber mais de 1,2 milhão de turistas, segundo dados do Observatório do Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). Para dar conta desse fluxo intenso de pessoas, a cidade funciona como uma verdadeira metrópole temporária, sustentada por uma robusta infraestrutura tecnológica.

Durante os dias de folia, serviços essenciais como segurança pública, saúde, mobilidade, comunicação, imprensa e comércio informal dependem diretamente de conectividade estável e segura. Nesse cenário, a tecnologia se consolida como um dos principais pilares para garantir organização, continuidade dos serviços e resposta rápida a situações críticas.

A infraestrutura digital do Carnaval é resultado de um planejamento integrado entre a Secretaria de Inovação e Tecnologia (SEMIT), a SMART Companhia de Salvador Cidades Inteligentes e a empresa TLD, responsável pela implantação e operação da rede de conectividade e segurança digital nos circuitos oficiais da festa.

A atuação envolve desde o levantamento técnico das áreas até o monitoramento contínuo da rede durante todo o evento, assegurando estabilidade dos sistemas críticos e proteção das informações que circulam ao longo da folia. Segundo André Oliveira, diretor operacional da TLD, trata-se de uma operação de alta complexidade, com múltiplos sistemas funcionando simultaneamente e exigência máxima de disponibilidade.

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A conectividade sustenta uma ampla cadeia de serviços essenciais. Ambulantes utilizam a rede para pagamentos digitais via Pix e maquininhas. Órgãos públicos operam sistemas integrados de comunicação e videomonitoramento. Equipes de saúde e segurança trabalham com dados em tempo real, enquanto imprensa e produtores de conteúdo dependem da internet para transmissões ao vivo e cobertura contínua do evento.

Os números do Carnaval de 2025 dimensionam essa operação. Mais de 26 terabytes de dados circularam pela rede instalada nos circuitos oficiais. No circuito Dodô, na Barra-Ondina, foram mais de 54 access points outdoor. Já no circuito Osmar, no Campo Grande, a estrutura contou com 45 access points outdoor. O consumo de internet cresceu progressivamente ao longo dos dias, acompanhando o aumento do público e a intensificação do uso de serviços digitais.

Para 2026, a expectativa é de ampliação da infraestrutura, com maior capacidade de tráfego e reforço no monitoramento da rede, acompanhando o crescimento da festa. Além da conectividade, a estrutura digital também sustenta soluções desenvolvidas pela Prefeitura para orientar e proteger o público, como o Botão Lilás, que permite o acionamento rápido de atendimento em casos de assédio ou vulnerabilidade, e o Onde Está Meu Trio, ferramenta de georreferenciamento que facilita a localização de trios elétricos e serviços essenciais.

Distribuído pelos circuitos Dodô, Osmar e Batatinha, além dos carnavais de bairro e eventos pré-folia como Fuzuê e Furdunço, o Carnaval de Salvador depende cada vez mais dessa “infraestrutura invisível”. Embora pouco perceptível ao público, ela é determinante para manter a cidade operando em alta performance durante os dias de maior demanda do ano.

Como resume o diretor da TLD, no Carnaval, a tecnologia precisa ser silenciosa e eficiente. Quando ninguém percebe, é sinal de que tudo funcionou.