Superbactéria de 5 mil anos presa no gelo pode descongelar e ameaçar saúde global

Superbactéria de 5 mil anos presa no gelo pode descongelar e ameaçar saúde global

17 de fevereiro de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Micro-organismo resistente a 28 tipos de antibióticos preocupa cientistas devido ao aquecimento global.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Shutterstock

Cientistas alertam para bactéria de 5 mil anos, resistente a 28 antibióticos, que pode descongelar devido ao aquecimento global. Entenda os riscos à saúde.

A comunidade científica internacional acendeu um alerta vermelho para uma ameaça silenciosa que emerge das camadas mais profundas de gelo da Terra. Pesquisadores identificaram uma bactéria milenar, preservada há mais de 5 mil anos, que apresenta uma resistência assustadora a pelo menos 28 tipos de antibióticos modernos. O maior temor é que, com o avanço do aquecimento global, esse micro-organismo — e outros “vírus zumbis” — retorne à circulação.

A descoberta ocorreu em amostras de gelo coletadas em regiões de permafrost (solo permanentemente congelado). A análise laboratorial revelou que o patógeno possui mecanismos genéticos de defesa que o tornam imune a drogas potentes desenvolvidas pela medicina nas últimas décadas.

Resistência Pré-Histórica O que mais intriga os especialistas é como uma bactéria de 5 mil anos, que nunca teve contato com a indústria farmacêutica, pode ser tão resistente. A explicação reside na “guerra química” natural:

  • Evolução Natural: Micro-organismos lutam entre si por sobrevivência há eras, desenvolvendo defesas naturais contra substâncias produzidas por fungos e outras bactérias.
  • Intercâmbio Genético: Ao descongelar, esses organismos podem transferir seus genes de resistência para bactérias que já convivem com humanos hoje, criando “superbactérias” imbatíveis.

O Risco do Descongelamento Global Com o aumento das temperaturas globais, o derretimento do gelo ártico e de geleiras em grandes altitudes está acelerando. Este fenômeno não apenas eleva o nível do mar, mas atua como uma “caixa de Pandora” biológica.

“Estamos falando de patógenos que a humanidade moderna nunca enfrentou. Nosso sistema imunológico não está preparado, e nossos antibióticos atuais podem ser inúteis contra eles”, alerta o relatório técnico sobre riscos biológicos emergentes.

Prevenção e Vigilância Atualmente, centros de controle de doenças e agências espaciais (como a NASA, que estuda condições extremas) monitoram essas áreas para tentar prever possíveis surtos. A prioridade agora é sequenciar o genoma dessas bactérias para buscar vulnerabilidades antes que uma eventual exposição em massa ocorra.

Embora não haja um surto ativo, a descoberta reforça a urgência de políticas climáticas e de um novo olhar para o desenvolvimento de tratamentos antimicrobianos que vão além dos antibióticos convencionais.