Sesab confirma dois primeiros casos de Mpox na Bahia e um é em Salvador

Sesab confirma dois primeiros casos de Mpox na Bahia e um é em Salvador

20 de fevereiro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Secretaria monitora pacientes em Salvador e Vitória da Conquista, e investiga outros dois casos suspeitos no estado

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: iStock

Bahia confirma primeiros casos de Mpox em 2026 em Salvador e Vitória da Conquista. Saiba quais são os sintomas, as formas de transmissão e o balanço da Sesab.
Foto: Shutterstock

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, nesta quinta-feira (19), os dois primeiros casos de Mpox em território baiano no ano de 2026. O balanço acende o alerta para a vigilância sanitária, especialmente em áreas de grande circulação e na região sudoeste do estado.

De acordo com o relatório, os diagnósticos positivos foram distribuídos da seguinte forma:

  • Salvador: O caso é considerado importado. O paciente reside em Osasco (SP) e estava em trânsito pela capital baiana quando apresentou os sintomas e recebeu o diagnóstico.
  • Vitória da Conquista: O registro envolve uma mulher, entre 30 e 39 anos, residente na região sudoeste. Ela foi internada no Hospital Geral de Vitória da Conquista com lesões cutâneas e, curiosamente, também testou positivo para catapora, mas o exame laboratorial confirmou a coinfecção por Mpox. A paciente segue em isolamento e apresenta boa resposta ao tratamento.

Até o momento, a Bahia contabiliza sete notificações: dois casos confirmados, três descartados e dois que permanecem em investigação aguardando resultados laboratoriais.

O avanço da Mpox no Brasil
O registro na Bahia soma-se a um cenário nacional de monitoramento crescente. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil já registra pelo menos 47 casos em 2026, com a maioria concentrada em São Paulo (44 casos), seguido por Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A Mpox é causada por um vírus semelhante ao da varíola humana. Embora a maioria dos casos tenha cura espontânea em poucas semanas, a Fiocruz alerta que grupos vulneráveis, como recém-nascidos e pessoas imunossuprimidas, correm risco de complicações graves, incluindo pneumonia, perda de visão, podendo levar até mesmo à morte.

  • Sintomas: Lesões na pele (bolhas que viram crostas), febre, dores no corpo e gânglios inchados.
  • Transmissão: Contato direto com as lesões de pele, gotículas respiratórias (fala ou tosse) e contato com objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
  • Período de Transmissão: Ocorre desde o início dos sintomas até que todas as crostas das lesões tenham caído e a pele esteja cicatrizada.

A Sesab recomenda que pessoas com lesões suspeitas busquem imediatamente uma unidade de saúde e mantenham isolamento até a confirmação do diagnóstico.