Faculdades particulares vão proibir celulares em salas de aula
24 de fevereiro de 2026Insper e FGV iniciam 2026 com restrições ao uso de aparelhos em cursos de graduação para combater a dispersão e melhorar o aprendizado.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Shutterstock

A polêmica decisão em que faculdades particulares vão proibir celulares em salas de aula ganha força nesta terça (24). Instituições como FGV e Insper adotaram a medida visando reduzir a dispersão dos alunos durante as graduações.
A iniciativa baseia-se na hipótese de que o uso constante de telas prejudica o aprendizado e a interação acadêmica. O movimento acompanha tendências internacionais que priorizam o foco total dos estudantes no conteúdo ministrado pelos professores.
Um estudo de 2024, realizado por pesquisadores das Universidades da Pensilvânia e Copenhague, reforça a eficácia da restrição. O levantamento com 17 mil universitários mostrou que o recolhimento dos aparelhos elevou o desempenho nas avaliações.

Os resultados foram mais expressivos entre ingressantes e alunos da área de humanas. A pesquisa comprovou que a ausência de notificações constantes permite uma imersão profunda, essencial para o desenvolvimento de competências complexas no ensino superior.
A proibição no nível superior segue os passos da Lei 15.100/2025, sancionada em janeiro de 2025 para a educação básica. A norma federal estabeleceu o dever de recolhimento dos dispositivos em colégios públicos e privados de todo o Brasil.
Dados da Frente Parlamentar Mista da Educação revelam que 83% dos estudantes brasileiros passaram a prestar mais atenção sem o celular. No entanto, o debate sobre a autonomia de jovens adultos na faculdade permanece intenso entre especialistas.
Enquanto algumas instituições defendem a autogestão como parte da formação profissional, a FGV e o Insper apostam no ambiente livre de distrações. O objetivo é transformar a sala de aula no primeiro ambiente de foco e responsabilidade do futuro profissional.



