Tragédia na Zona da Mata: Chuvas em Minas Gerais deixam 40 mortos

Tragédia na Zona da Mata: Chuvas em Minas Gerais deixam 40 mortos

25 de fevereiro de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Juiz de Fora e Ubá registram dezenas de vítimas e desaparecidos após temporais; Inmet emite alerta de grande perigo até a sexta-feira (27).

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Temporais em Juiz de Fora e Ubá deixam 40 mortos e milhares de desabrigados. Confira o alerta de perigo do Inmet para Minas nesta quarta (25).

As fortes Chuvas em Minas Gerais provocaram uma tragédia humanitária na Zona da Mata nesta quarta (25). Segundo o Corpo de Bombeiros, Juiz de Fora e Ubá já somam 40 mortes confirmadas e dezenas de pessoas seguem desaparecidas.

Em Juiz de Fora, a situação é crítica com o registro de 34 óbitos e 25 moradores ainda procurados pelas equipes de resgate. A cidade, afetada pelos temporais desde segunda (23), contabiliza 3 mil desabrigados e cerca de 400 desalojados.

A cidade de Ubá também sofre os impactos da força das águas, com seis mortes confirmadas e dois desaparecidos até o momento. No município, 26 pessoas perderam suas casas e outras 178 precisaram buscar abrigo em locais seguros.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) reforçou o estado de atenção máxima para a região. Um alerta de grande perigo foi divulgado para tempestades contínuas até as 23h59 de sexta (27) em toda a Zona da Mata mineira.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classificou como “muito alta” a chance de novas ocorrências. O solo saturado aumenta o risco de enxurradas, inundações severas e deslizamentos de terra fatais.

O governo estadual e as prefeituras locais mobilizam esforços para prestar auxílio às famílias atingidas pela catástrofe. Escolas e ginásios foram transformados em abrigos temporários para acolher a população que perdeu seus pertences.

As buscas por sobreviventes em Juiz de Fora continuam de forma ininterrupta, apesar das condições climáticas adversas. Cães farejadores e máquinas pesadas auxiliam os militares no trabalho de remoção de lama e entulhos nos bairros.

A infraestrutura das cidades também sofreu danos bilionários com a destruição de pontes e vias principais. O acesso a alguns distritos rurais está bloqueado, o que dificulta o envio de suprimentos básicos e assistência médica urgente.

Autoridades recomendam que moradores em áreas de encostas ou ribeirinhas abandonem os imóveis ao menor sinal de risco. A previsão indica que o volume de água acumulado pode bater recordes históricos para o mês de fevereiro.