Prazo de 3 anos e R$ 1,1 bilhão investido: tudo sobre a estação Campo Grande em Salvador
5 de março de 2026Com 46 metros de profundidade, novo terminal subterrâneo será o mais profundo da capital baiana; obras do Tramo IV devem durar 40 meses.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação/CCR

O sistema metroviário de Salvador-Lauro de Freitas se prepara para um salto histórico. Com o início das obras do Tramo IV da Linha 1, o prazo de 3 anos e R$ 1,1 bilhão investido: tudo sobre a estação Campo Grande em Salvador revela os detalhes de um projeto que colocará a capital baiana com a segunda maior rede de metrô do Brasil, aproximando-se dos 40 km de extensão.
A futura Estação Campo Grande será conectada à atual Estação da Lapa por um novo trecho subterrâneo de 1,105 km, passando por baixo da Avenida Joana Angélica e do Politeama. O investimento global é de R$ 1.162.057.956,94, sob responsabilidade do Consórcio Expresso 2 de Julho.
O grande destaque técnico é a profundidade: o terminal será construído a 46 metros abaixo do solo, o equivalente a um prédio de 15 andares. Essa marca supera a estação Campo da Pólvora (34 metros), tornando-a a mais profunda de todo o sistema. O desembarque estratégico ocorrerá próximo ao acesso para o Garcia e o Canela, onde tradicionalmente é montado o camarote da Câmara Municipal durante o Carnaval.

As intervenções, previstas para começar ainda neste semestre, devem durar cerca de 40 meses. Caso as obras iniciem em abril, a entrega à população — incluindo fases de testes e comissionamento — está projetada para o segundo semestre de 2029.
A construção exigirá a desapropriação de mais de 6 mil m² em áreas sensíveis e históricas do Largo do Campo Grande e Vale do Canela. Além disso, a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) alerta para modificações temporárias no fluxo viário do entorno da Praça do Campo Grande, com interrupções parciais para a instalação dos canteiros de obras nesta quinta (05).



