Empresa da Bahia citada em relatório dos EUA nega uso militar pela China

Empresa da Bahia citada em relatório dos EUA nega uso militar pela China

5 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Alya Nanossatélites rechaça acusações de comissão do Congresso norte-americano; CEO afirma que Estação de Tucano foca apenas em fins civis e ambientais.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Alex Wroblewski/AFP

Empresa da Bahia citada em relatório dos EUA nega uso militar pela China. Alya Nanossatélites defende que Estação de Tucano possui apenas fins civis e ambientais.

A startup baiana Alya Nanossatélites, com sede em Salvador, negou oficialmente nesta quinta-feira (05) as acusações contidas em um relatório da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. O documento aponta que a empresa da Bahia citada em relatório dos EUA nega que fornecerá dados à China para fins militares, rechaçando a suspeita de que suas instalações integram uma rede de espionagem do Exército Popular de Libertação.

A polêmica envolve a Estação Terrestre de Tucano, localizada no interior da Bahia, operada pela Alya em parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Segundo a comissão norte-americana, o local seria um ponto estratégico para Pequim coletar informações sobre adversários e fortalecer capacidades de combate espacial.

Em entrevista ao portal g1, a CEO da empresa, Aila Raquel, afirmou que a Alya Space opera sob princípios estritamente civis e comerciais. Segundo a executiva, os serviços prestados limitam-se ao registro de imagens do território brasileiro para fins de:

  • Monitoramento ambiental;
  • Gestão territorial;
  • Resposta a desastres naturais.

O relatório dos EUA, intitulado “China em nosso quintal dos fundos”, reflete a visão do governo de Donald Trump sobre a América Latina como zona de influência exclusiva de Washington. Os congressistas demonstraram preocupação com o fato de a localização exata da estação ser desconhecida e com a suposta transferência de tecnologias sensíveis para a China.

Aila Raquel também negou que a empresa forneça dados de comunicação de voz, como sugere o documento americano. A startup reiterou que está à disposição das autoridades brasileiras para quaisquer esclarecimentos e que segue rigorosamente as legislações nacionais e internacionais vigentes. Além da base baiana, um laboratório na Paraíba também foi citado como parte da rede de influência chinesa no Brasil.