Desvalorização? Preço de venda do antigo Centro de Convenções é 60% menor que valor de mercado

Desvalorização? Preço de venda do antigo Centro de Convenções é 60% menor que valor de mercado

6 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Perito judicial aponta que terreno em Salvador vale R$ 350 milhões, mas lance mínimo no leilão é de apenas R$ 141,3 milhões.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO

Desvalorização? Preço de venda do antigo Centro de Convenções da Bahia é 60% menor que o valor de mercado. Entenda a polêmica sobre o leilão em Salvador hoje.

O mercado imobiliário de Salvador está em alerta com os detalhes do próximo leilão de um dos terrenos mais valiosos da capital. A desvalorização? Preço de venda do antigo Centro de Convenções é 60% menor que valor de mercado, segundo a análise técnica de Ederson Galeno, perito judicial e corretor de imóveis com mais de 17 anos de experiência.

O edital, baseado em avaliação da Caixa Econômica Federal (CEF), fixou o lance inicial em R$ 141,3 milhões. No entanto, cálculos baseados no valor médio do metro quadrado na região do Jardim Armação indicam que a área de 187,9 mil m² deveria valer aproximadamente R$ 350,7 milhões. Essa discrepância de 59,7% levanta questionamentos sobre os critérios adotados para a venda do ativo estadual.

Mesmo subtraindo os 71 mil m² destinados à preservação ambiental, a área utilizável de 116,9 mil m² possui um potencial construtivo gigantesco. Segundo Galeno, o espaço comporta a edificação de mais de 20 torres de apartamentos em uma zona mista que permite tanto residências quanto comércio e hotelaria.

“O Valor Geral de Vendas (VGV) possível para a região seria em torno de R$ 3 bilhões. Isso mostra o tamanho do potencial econômico que existe ali após a conclusão de um empreendimento”, explica o perito.

A localização é considerada “joia da coroa” para investidores, dada a proximidade com a orla marítima, shoppings, hospitais e o novo centro de convenções municipal. Nesta sexta-feira (06), o debate ganha força entre especialistas que defendem que o potencial de verticalização e a infraestrutura do entorno não foram devidamente pesados na balança da Caixa, resultando em um preço que pode atrair lances muito abaixo do que o patrimônio realmente representa para a Bahia.