CPMI do INSS: ‘Lulinha’ movimentou R$ 19,5 milhões

CPMI do INSS: ‘Lulinha’ movimentou R$ 19,5 milhões

5 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Quebra de sigilo revela 1.531 transações do filho do presidente entre 2022 e 2026; defesa afirma que valores são de herança e fontes lícitas.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo

CPMI do INSS analisa movimentação de R$ 19,5 milhões de Lulinha entre 2022 e 2026. Defesa cita herança e nega relação com fraudes. Confira hoje.

A CPMI do INSS recebeu, na quarta (05), os extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Os documentos revelam que o empresário movimentou R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.

O material detalha 1.531 transações, incluindo créditos e débitos que somam valores aproximados. Segundo a análise, a maior parte das entradas provém de resgates de investimentos e repasses de empresas das quais ele é sócio com a esposa.

Os extratos registram ainda três transferências feitas pelo presidente Lula ao filho, totalizando R$ 721 mil. A defesa alega que esses montantes referem-se a adiantamento de herança legítima e ressarcimento de custos do período em que Lula esteve preso.

Parlamentares investigam se há conexão entre Lulinha e supostas fraudes previdenciárias. A suspeita surgiu após a PF interceptar mensagens de uma empresária ligada a ele com um investigado apelidado de “Careca do INSS”, alvo da comissão parlamentar.

Em nota, a defesa de Fábio Luís classificou o vazamento como criminoso e negou qualquer irregularidade. Os advogados reiteram que todos os bens são declarados e que as movimentações com ex-sócios referem-se a pagamentos de aluguéis e cotas sociais.

A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que os esclarecimentos cabem à defesa técnica do investigado. O Supremo Tribunal Federal já suspendeu quebras de sigilo de outros alvos da mesma comissão, mas a decisão não atingiu Lulinha até sexta (06).