R$ 350 mil em espécie: O flagrante da PF que atinge suplente de Davi Alcolumbre
12 de março de 2026Entenda como monitoramento de agentes federais conectou saques de empresário a desvios em licitações públicas no Amapá.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) registrou um momento crítico na investigação que apura desvios no Dnit do Amapá ao flagrar o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, sacando R$ 350 mil em espécie. O monitoramento ocorreu após alertas do Coaf sobre movimentações financeiras atípicas. Após deixar a agência bancária, o empresário foi visto entrando em um veículo registrado em nome de primos do presidente do Senado.
O relatório aponta indícios de lavagem de capitais no Dnit do Amapá, uma vez que os saques ocorriam logo após o recebimento de recursos de contratos públicos. A PF suspeita que o empresário seja um dos líderes de uma organização criminosa focada em fraudar licitações. O esquema envolveria o conluio e a simulação de competitividade para garantir o controle de obras de infraestrutura financiadas com dinheiro da União.
Segundo o inquérito federal, o suplente utilizava sua posição política para exercer tráfico de influência no órgão público estadual. A investigação detalha que Chaves Pinto possuía forte ingerência institucional, facilitando a atuação do núcleo criminoso. Em sua defesa, o empresário alegou que os valores retirados seriam destinados ao pagamento de funcionários de suas empresas, justificando a necessidade do dinheiro vivo para a logística interna.

O senador Davi Alcolumbre negou qualquer relação empresarial com o aliado, apesar do uso do veículo de seus familiares durante o flagrante. O episódio aumenta a pressão sobre o departamento de infraestrutura, que já vinha sendo monitorado por irregularidades em gestões anteriores. Agentes federais continuam analisando o fluxo financeiro para identificar outros beneficiários das retiradas de grande vulto ocorridas nos últimos meses.
O caso ganha contornos de crime de corrupção sistêmica devido à reiteração das práticas identificadas pelo Coaf. A PF destaca que o monitoramento presencial foi essencial para confirmar a destinação física dos recursos desviados do Dnit do Amapá. A análise de documentos apreendidos deve revelar se houve participação direta de outros agentes públicos na facilitação dos contratos sob suspeita de fraude licitatória.
A repercussão do flagrante atinge diretamente a base política no estado, gerando pedidos de esclarecimentos sobre o controle de verbas federais destinadas ao Amapá. Enquanto as investigações avançam, a justiça federal avalia novas medidas cautelares contra os envolvidos no núcleo liderado por Breno Chaves Pinto. O desfecho do processo pode resultar em punições severas por lavagem de dinheiro e organização criminosa.



