Tebet fora do Ministério? Saiba os detalhes da decisão que mexe com as Eleições 2026
12 de março de 2026Durante fórum em Campo Grande, Simone Tebet revela plano para disputar o Senado por SP e comenta possível troca de partido.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Caio Tumelero/TV Morena

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou nesta quinta (12) sua pré-candidatura a uma vaga no Senado Federal pelo estado de São Paulo nas Eleições 2026. A confirmação ocorreu durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Campo Grande. Tebet revelou que deve deixar o primeiro escalão do governo Lula até o final de março para cumprir os prazos de desincompatibilização.
A decisão de Tebet nas Eleições 2026 é fruto de uma articulação direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo a ministra, o convite informal surgiu em janeiro, durante viagem ao Panamá, sendo formalizado em fevereiro. A estratégia visa consolidar uma presença forte do governo no território paulista, utilizando o capital político da ministra.
Atualmente filiada ao MDB, partido pelo qual disputou a presidência em 2022, Tebet ainda avalia sua permanência na legenda. Existe a possibilidade de uma migração para o PSB, partido de Alckmin, para facilitar a composição da chapa majoritária. Simone destacou que as conversas estão avançadas, mas o foco imediato é concluir as entregas no Ministério do Planejamento antes da saída.

Com uma trajetória sólida, a ministra foi prefeita, vice-governadora e senadora por Mato Grosso do Sul, ganhando projeção nacional na CPI da Covid. Em 2022, terminou a corrida presidencial em terceiro lugar, com quase 5 milhões de votos. Seu apoio a Lula no segundo turno foi considerado decisivo para a vitória petista contra Jair Bolsonaro, o que lhe rendeu o comando da pasta econômica.
A entrada de Tebet no cenário paulista altera as projeções das Eleições 2026 no estado. Como mestre em Direito do Estado e professora universitária, ela aposta em um perfil técnico e moderado para conquistar o eleitorado de São Paulo. A ministra relembrou o legado de seu pai, Ramez Tebet, ressaltando que sua atuação política sempre foi pautada pela resiliência e pelo diálogo institucional.
Até o fim deste mês, Simone Tebet deve manter sua agenda ministerial enquanto define os detalhes jurídicos da transferência de seu domicílio eleitoral. O movimento é visto por analistas como uma tentativa do governo de criar uma “terceira via” interna capaz de atrair votos do centro. A expectativa agora gira em torno de quem ocupará sua vaga no Ministério do Planejamento após a renúncia.



