Mpox em Minas Gerais: Grande BH registra 12 dos 13 casos da doença no estado

Mpox em Minas Gerais: Grande BH registra 12 dos 13 casos da doença no estado

12 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Com novo registro em Contagem, autoridades reforçam orientações sobre sintomas, prevenção e grupos prioritários para vacina.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução

Casos de mpox sobem para 13 em Minas Gerais com novo registro em Contagem. Veja sintomas, locais com mais casos e quem pode vacinar hoje (13/03).

Minas Gerais registrou um aumento no balanço da mpox em Minas Gerais nesta quinta-feira (12). A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmou um novo diagnóstico em Contagem, elevando para 13 o número total de casos confirmados em 2026. O monitoramento aponta que a Região Metropolitana de Belo Horizonte é o principal foco da doença no estado, concentrando quase a totalidade dos registros.

Até o momento, a distribuição geográfica da mpox em Minas Gerais revela que a capital, Belo Horizonte, possui oito casos confirmados. Contagem aparece em seguida com três registros, enquanto Ribeirão das Neves contabiliza um caso. Fora do eixo metropolitano, apenas a cidade de Formiga, no Centro-Oeste mineiro, registrou uma ocorrência da enfermidade.

De acordo com a SES-MG, o perfil dos infectados é composto exclusivamente por homens, com idades variando entre 25 e 56 anos. Um dado positivo destacado pelas autoridades de saúde é que todos os 13 pacientes evoluíram para a cura, apresentando quadros clínicos que não necessitaram de intervenções extremas, embora o isolamento tenha sido rigorosamente seguido.

Sintomas e Formas de Transmissão A mpox, causada pelo vírus monkeypox, é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou materiais contaminados (como roupas e lençóis). Os principais sintomas incluem:

  • Lesões na pele (erupções);
  • Febre e calafrios;
  • Inchaço dos gânglios (ínguas);
  • Dores de cabeça e no corpo.

Prevenção e Vacinação em MG A prevenção central baseia-se em evitar o contato físico com pessoas sob suspeita e o não compartilhamento de objetos pessoais. Em Minas, a vacinação não é universal, sendo restrita a grupos de risco para formas graves, como profissionais de laboratório de nível 2, pessoas vivendo com HIV/Aids com baixa contagem de CD4 e indivíduos que tiveram contato direto com secreções de infectados.

A Secretaria de Saúde reforça que, embora a maioria dos casos evolua de forma leve, a busca por atendimento médico imediato ao notar lesões suspeitas é fundamental para conter a rede de transmissão na Grande BH. O suporte clínico atual foca no alívio dos sintomas, já que não há um tratamento antiviral específico disponível para a doença no protocolo padrão.