Urgente: Boletim médico de Bolsonaro revela novos problemas de saúde na UTI
14 de março de 2026Além da pneumonia, complicações renais surgem neste sábado (14); entenda o estado atual do ex-presidente em Brasília.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Pablo Porciuncula/AFP

O estado de saúde de Jair Bolsonaro ganhou novos desdobramentos preocupantes neste sábado (14). De acordo com o boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, em Brasília, o ex-presidente apresentou uma piora nas funções renais e uma elevação nos marcadores inflamatórios. Apesar dessas complicações, a equipe médica ressalta que o paciente permanece estável na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde trata uma broncopneumonia bacteriana.
Jair Bolsonaro foi internado às pressas na manhã de sexta-feira (13) após apresentar febre alta e desconforto respiratório enquanto cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, a “Papudinha”. Segundo o cardiologista Leandro Echenique, as primeiras horas de tratamento com antibióticos e fisioterapia ajudaram a estabilizar o quadro respiratório, permitindo que o ex-presidente permanecesse consciente e conseguindo falar, sem a necessidade de entubação.
No entanto, o otimismo é cauteloso. “Ele está melhor do que quando chegou, mas longe de estar em um quadro controlado”, afirmou Echenique. O surgimento de alterações renais liga um alerta na equipe multidisciplinar, uma vez que o ex-presidente já possui um histórico de fragilidade digestiva e faz uso contínuo de sete medicamentos diários. A prioridade atual é monitorar a resposta do organismo aos antibióticos venosos para evitar que a inflamação se espalhe.

A internação ocorre em um momento em que a defesa de Bolsonaro intensifica os pedidos de transferência para a prisão domiciliar. Desde que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente já passou por três episódios de crises de saúde. Anteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou os pedidos de soltura baseando-se em laudos da Polícia Federal que indicavam que a unidade prisional “Papudinha” oferecia suporte médico adequado.
Com a piora renal registrada hoje, os advogados devem protocolar uma nova petição ao Supremo, reiterando que a estrutura carcerária não comporta o tratamento de alta complexidade exigido agora. Enquanto isso, Bolsonaro segue sob vigilância constante na UTI, realizando sessões de fisioterapia respiratória para combater a secreção pulmonar. Não há qualquer previsão de alta hospitalar para os próximos sete dias.



