Lula x Caneta Emagrecedora: Presidente dá declaração polêmica após sugestão de Eduardo Paes

Lula x Caneta Emagrecedora: Presidente dá declaração polêmica após sugestão de Eduardo Paes

13 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Entenda por que o petista barrou a ideia de liberar o medicamento no SUS e qual foi o conselho inusitado dado aos brasileiros neste domingo.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula rebate proposta de Eduardo Paes sobre canetas emagrecedoras no SUS e defende exercícios. "Tem que tirar a bunda da cadeira", disse o presidente.

O debate sobre a saúde pública e o combate à obesidade ganhou um tom direto e crítico neste final de semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se contrariamente à ideia de popularizar o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” via Sistema Único de Saúde (SUS). A reação ocorreu após o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciar a intenção de liberar o medicamento na rede municipal e sugerir que o Governo Federal fizesse o mesmo nacionalmente.

Lula utilizou um tom enfático ao defender que o emagrecimento deve ser fruto de uma mudança profunda no estilo de vida, antes de qualquer intervenção medicamentosa. “Por que as pessoas não andam meia hora todo dia? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco”, afirmou o presidente, destacando que a atividade física e a ginástica são pilares fundamentais para a saúde.

Além do incentivo aos exercícios, o presidente focou na reeducação alimentar como prioridade zero. Para Lula, não é coerente o Estado oferecer uma injeção para perda de peso se não houver um compromisso com o que se coloca no prato. “Você não pode dar de presente uma injeção se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas e um quilo de torresmo”, disparou, provocando risos e reflexões sobre os hábitos nacionais em 2026.

Embora o Ministério da Saúde acompanhe a evolução desses fármacos, o presidente reforçou que qualquer uso de medicamentos desse tipo deve ter acompanhamento médico rigoroso e não ser visto como uma solução mágica. A fala de Lula sinaliza uma barreira importante para a inclusão imediata desses itens de alto custo na lista do SUS, priorizando investimentos em prevenção e orientação nutricional.

Eduardo Paes, por sua vez, defende que o medicamento pode ser uma ferramenta importante para pacientes com obesidade mórbida que já enfrentam complicações de saúde. No entanto, o embate de visões coloca em xeque a estratégia de saúde preventiva no Brasil. Enquanto prefeituras buscam soluções tecnológicas rápidas, o Planalto parece inclinado a reforçar as campanhas de conscientização sobre alimentação saudável.

O episódio reflete o desafio constante de equilibrar o acesso a novas tecnologias médicas com a sustentabilidade financeira do sistema público. Para o cidadão, a mensagem vinda de Brasília neste domingo (15) é clara: a melhor farmácia continua sendo a combinação de prato colorido e movimento, reservando os medicamentos apenas para casos específicos e sob estrita vigilância profissional.