O protesto que gerou polêmica: Frente Gaúcha de Solidariedade se manifesta

O protesto que gerou polêmica: Frente Gaúcha de Solidariedade se manifesta

23 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Entenda as razões do coletivo ao denunciar perseguição política e os detalhes do embate com as forças de segurança no RS.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: AND.

Frente Gaúcha de Solidariedade denuncia repressão policial em Porto Alegre e questiona acordos militares no RS.

A Frente Gaúcha de Solidariedade ao Povo Palestino emitiu um pronunciamento oficial denunciando a repressão policial sofrida durante manifestação nesta segunda (23). O grupo organizou um ato em Porto Alegre para homenagear meninas assassinadas em uma escola no Irã e denunciar o genocídio na Palestina. Segundo o coletivo, a abordagem da Brigada Militar foi brutal.

O protesto teve início em frente a uma unidade do Carrefour, avançando em caminhada até o consulado dos Estados Unidos. A coordenadora Claudia dos Santos relatou que os manifestantes foram impedidos de exercer o direito democrático de reunião. A Frente Gaúcha de Solidariedade afirma que houve revista invasiva sob ameaça de fuzis e destruição de materiais simbólicos.

Durante a ação, um integrante palestino do movimento foi detido e levado à delegacia. A Frente Gaúcha de Solidariedade classificou o episódio como racista e xenofóbico, alegando que policiais tentaram coagir militantes a assinarem termos de acusação injustos. O grupo reforça que a luta pela libertação dos povos oprimidos não será interrompida por medidas repressivas.

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Um dos pontos centrais da denúncia envolve o governo de Eduardo Leite. O coletivo questiona o protocolo de intenções assinado com a AEL Sistemas, subsidiária de uma empresa militar israelense. Para a Frente Gaúcha de Solidariedade, essa parceria importa tecnologias de letalidade utilizadas em Gaza para serem aplicadas na segurança pública do Rio Grande do Sul.

O texto também destaca a grave situação humanitária no Líbano e no Irã, mencionando ataques a escolas e hospitais. A Frente Gaúcha de Solidariedade critica o silêncio da mídia ocidental perante o que chamam de agressão imperialista. O movimento convoca a população gaúcha para participar da semana internacional de luta contra o Apartheid, entre março e abril.

As reivindicações do grupo incluem o embargo militar e energético contra Israel, além do cancelamento imediato de acordos estaduais com empresas bélicas. A Frente Gaúcha de Solidariedade reafirma seu compromisso com a denúncia de crimes contra a humanidade. O coletivo promete manter as mobilizações nas ruas de Porto Alegre para ampliar a consciência social.