Leilão do antigo Centro de Convenções ocorre nesta quinta (26)
25 de março de 2026Área estratégica na orla da capital baiana vai a arremate por valor mínimo de R$ 141,3 milhões sob forte preocupação com o impacto ambiental
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Mauro Akin Nassor/Arquivo CORREIO

O aguardado leilão do antigo Centro de Convenções da Bahia acontece nesta quinta (26), colocando em disputa um dos terrenos mais valiosos da orla de Salvador. Localizada em uma zona nobre entre os bairros do Stiep e Armação, a propriedade de 287 mil m² possui lance mínimo fixado em R$ 141,3 milhões. O certame atrai a atenção de grandes grupos do mercado imobiliário nacional.
Apesar do potencial econômico, o leilão do antigo Centro de Convenções enfrenta resistência de associações de moradores e especialistas jurídicos. O principal ponto de conflito reside na Área de Preservação Permanente (APP) que compõe cerca de um terço do terreno. Críticos alegam que o edital não apresenta garantias robustas para a proteção das dunas e do ecossistema local.
A Secretaria da Administração (Saeb) assegurou que as normas ambientais do leilão do Centro de Convenções serão seguidas com rigor pelo futuro comprador. Segundo o órgão, a vegetação nativa e as áreas sensíveis não poderão sofrer alterações, conforme determina o Código Florestal. A fiscalização pós-venda ficará a cargo do Inema e de órgãos municipais competentes.

Outro fator que movimentou os bastidores foi a substituição do leiloeiro oficial. Rudival Almeida Gomes Junior assumiu o posto após o primeiro sorteado perder prazos regulamentares, o que gerou tentativas de impugnação por parte de outros profissionais. A Saeb negou os pedidos, afirmando que todos os ritos legais foram cumpridos.
Moradores do entorno do antigo Centro de Convenções expressam preocupação com o impacto no lençol freático da região. A ausência de um licenciamento ambiental prévio detalhado no edital é vista como um risco por entidades civis. Eles demandam maior transparência sobre como o desenvolvimento urbano conversará com a manutenção dos serviços ecossistêmicos.
O resultado do leilão do Centro de Convenções definirá o futuro de um marco geográfico da capital baiana por décadas. Enquanto investidores avaliam o potencial construtivo da área, grupos ambientalistas prometem monitorar de perto cada etapa da ocupação do solo. A expectativa é que o evento desta semana seja um divisor de águas para a modernização da orla soteropolitana.



