“Vai, Brasa”: saiba quem é a mente por trás do novo uniforme
26 de março de 2026Conheça a trajetória de Rachel Denti e o motivo que a levou a incluir a frase contestada na coleção oficial da CBF.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução

A divulgação das novas camisas da Seleção Brasileira para o mundial deste ano trouxe à tona a polêmica expressão “Vai, Brasa” nos uniformes oficiais. A escolha do termo gerou debates intensos nas redes sociais entre torcedores que não se sentem representados pela gíria. Muitos alegam que a palavra não reflete o vocabulário da maioria.
A designer Rachel Denti é uma das principais idealizadoras por trás do projeto visual desenvolvido pela Nike para o Brasil. Formada pela Universidade de Brasília, a profissional possui uma carreira consolidada no exterior, com passagens pela Holanda e Nova York. Atualmente, ela lidera coleções para a América Latina diretamente da sede em Portland.
Em entrevista recente, Denti defendeu a utilização do termo “Vai, Brasa” como uma manifestação autêntica da cultura popular brasileira. Segundo a designer, a expressão é frequentemente ouvida em estádios e nas ruas, justificando sua inclusão nas peças. A ideia era trazer uma linguagem mais informal e próxima da energia das arquibancadas.

A trajetória de Rachel inclui um intercâmbio de Belas Artes na prestigiada Royal Academy of Art, o que confere bagagem técnica ao seu trabalho. Desde 2021 na gigante de artigos esportivos, ela busca unir design gráfico moderno com elementos tradicionais da identidade nacional. Apesar da justificativa técnica, a resistência do público permanece.
Críticos do novo layout apontam que o apelido “Brasa” soa artificial para diversas regiões do país, inclusive no Nordeste. O estranhamento causou uma divisão entre os fãs que preferem os modelos clássicos e os que buscam inovação. O debate sobre a semântica do uniforme transformou-se em um dos assuntos mais comentados desta quinta (26).
A Nike costuma realizar pesquisas de mercado antes de lançar coleções globais, mas a recepção da frase foi uma surpresa para a marca. O desafio de representar um país continental em uma única peça de vestuário é complexo e passível de subjetividades. Rachel mantém sua posição de que o design comunica a vibração atual dos brasileiros.
O uniforme será testado oficialmente nos próximos amistosos internacionais antes do início da competição oficial da FIFA. Até lá, a discussão sobre a identidade visual da amarelinha deve continuar pautando os programas esportivos e portais de notícias. A expectativa é que o desempenho em campo ajude a validar a nova identidade visual.



