Nova era no Aeroporto do Galeão: saiba o que muda com a nova gestão
30 de março de 2026Leilão bilionário define saída da Infraero e traz investimentos pesados para ampliar a eficiência e o fluxo de passageiros no Rio.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O futuro do Aeroporto do Galeão foi definido nesta segunda (30) em um leilão histórico realizado na bolsa de valores de São Paulo. A empresa espanhola Aena venceu a disputa de venda assistida com um lance impressionante de R$ 2,9 bilhões. O valor representa um ágio de 210,88% em relação ao lance mínimo de outorga fixado pelo Governo Federal.
A vitória consolida a Aena como a maior operadora aeroportuária do país em número de terminais, totalizando agora 18 unidades sob sua gestão. A disputa foi acirrada contra gigantes do setor, como a Zurich Airport e o consórcio RIOgaleão. Com o novo contrato, a empresa assume a responsabilidade total pela operação do terminal carioca até 2039.
O modelo de venda assistida marca o encerramento da participação da Infraero e da antiga concessionária na sociedade. A nova gestão terá o direito de explorar, manter e ampliar toda a infraestrutura logística e de passageiros. Entre as mudanças contratuais, destaca-se o fim da obrigatoriedade de construção de uma terceira pista no local.

A estratégia para tornar o Aeroporto do Galeão mais rentável inclui um pagamento variável de 20% sobre o faturamento para a União. Além disso, foi criado um mecanismo de compensação caso existam mudanças nas restrições de operação do Santos Dumont. Essa medida visa garantir o equilíbrio econômico do negócio diante da concorrência local.
Embora o terminal ainda opere abaixo de sua capacidade total de 37 milhões de pessoas, os números mostram uma recuperação sólida. Em 2025, o fluxo atingiu 17,9 milhões de passageiros, apresentando um crescimento de 23,4% comparado ao ano anterior. Atualmente, o pátio registra uma média diária de 450 voos entre pousos e decolagens.
A modernização dos terminais de passageiros e serviços logísticos é uma das prioridades da nova administração espanhola para os próximos meses. A Aena já possui experiência em hubs importantes como Congonhas e Recife, o que gera otimismo no setor. A meta é transformar o Galeão em um ponto de conexão global ainda mais eficiente.
O acordo entre o Tribunal de Contas da União e o Ministério de Portos e Aeroportos foi fundamental para destravar o certame. As novas regras tornaram o ativo mais atraente para o capital estrangeiro, focando em sustentabilidade financeira. A transição operacional deve ocorrer de forma gradual para não impactar o cronograma de voos.
Com a nova concessão, espera-se que o Rio de Janeiro recupere seu protagonismo como principal porta de entrada internacional do Brasil. O investimento bilionário reflete a confiança no potencial de crescimento do turismo e do transporte de cargas. Os passageiros devem sentir as primeiras melhorias em serviços e tecnologia já no curto prazo.



