Por que ninguém comprou o antigo Centro de Convenções ainda? Secretário abre o jogo
1 de abril de 2026 Off Por Marcelo GarciaRodrigo Pimentel aponta complexidade na desmontagem da estrutura metálica e falta de maquinário especializado no Nordeste
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Mauro Akin Nassor/Arquivo CORREIO

O futuro do antigo Centro de Convenções da Bahia foi o tema central de uma entrevista concedida pelo secretário de Administração na última terça-feira (31). Durante entrevista ao programa Sociedade Urgente, Rodrigo Pimentel detalhou as razões técnicas que têm dificultado a alienação do imóvel. O entrave logístico é o ponto principal da análise governamental.
A estrutura metálica do prédio é o maior desafio para os potenciais investidores que desejam ocupar o terreno localizado entre os bairros da Boca do Rio, Jardim Armação, Stiep e Costa Azul. Segundo o secretário, a complexidade da desmontagem exige um rigor técnico elevado para garantir a segurança da operação. O edital atual prevê a remoção completa antes de novas construções.
Um ponto crítico revelado na entrevista foi a ausência de equipamentos específicos no Nordeste capazes de realizar o serviço de desmonte com a precisão necessária. Para viabilizar a obra, as empresas interessadas precisariam mobilizar maquinário pesado vindo de outras regiões do país. Esse fator eleva consideravelmente os custos logísticos do projeto.
O prazo de oito meses estipulado inicialmente para a conclusão da limpeza do terreno do Centro de Convenções, também tem gerado receio no mercado imobiliário. Os técnicos do estado agora trabalham em conjunto com a Procuradoria Geral para avaliar uma possível ampliação desse cronograma. O objetivo é evitar punições contratuais que afastem grupos econômicos do processo de licitação.

Embora o governo estadual não imponha restrições sobre o tipo de empreendimento futuro, as regras municipais de uso do solo deverão ser respeitadas. Isso significa que o comprador terá liberdade, desde que o projeto esteja alinhado ao plano diretor da cidade. A flexibilidade do edital busca atrair hotéis, shoppings ou centros empresariais.
A gestão estadual reafirmou o compromisso de destravar a venda para que o espaço volte a gerar empregos e renda para a população local. A manutenção da estrutura atual, sem uso e em processo de degradação, gera custos de vigilância que o estado pretende eliminar.
Investidores têm sinalizado que a viabilidade econômica do negócio depende diretamente da segurança jurídica sobre os prazos de desmonte. Por isso, a revisão dos termos técnicos do edital está sendo acelerada pelas equipes de infraestrutura. A expectativa é que um novo certame seja lançado com condições mais realistas de execução.
O antigo Centro de Convenções, que já foi palco de grandes eventos internacionais, aguarda agora uma definição que mude a paisagem urbana da região. Com a possível flexibilização do tempo de obra, o governo espera que o leilão atraia lances competitivos.
Sobre o Autor
Fundador do Boca do Rio Magazine, estudante de Comunicação e Marketing pela UNIFACS, CEO e diretor de arte na Novo Mundo Agência e Comunicação e morador da Boca do Rio há mais de 20 anos



