Gás de cozinha fica mais caro em Salvador e pode chegar a R$ 165

Gás de cozinha fica mais caro em Salvador e pode chegar a R$ 165

2 de abril de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Reajuste de 15,3% aplicado pela Acelen nas refinarias atinge distribuidoras e impacta o bolso do consumidor em Salvador

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Ary Souza/O Liberal

Gás de cozinha fica 15,3% mais caro na Bahia nesta quarta (01). Botijão pode chegar a R$ 165 em Salvador. Confira.

O valor do gás de cozinha sofreu um reajuste significativo em todo o território baiano nesta quarta (01), impactando diretamente o orçamento doméstico. A Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, confirmou uma alta de 15,3% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) repassado às distribuidoras de Salvador e do interior do estado da Bahia.

A mudança ocorre devido aos critérios de mercado que consideram variáveis como o custo internacional do petróleo, a variação do dólar e despesas logísticas de frete. Com o novo cenário, o preço final do botijão para o consumidor em Salvador, que antes variava entre R$ 125 e R$ 155, pode agora atingir o teto de R$ 165 nas revendas.

Segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), o repasse imediato nas portarias deve girar entre R$ 8 e R$ 10 por unidade do gás de cozinha de 13kg. O aumento é reflexo direto da pressão sobre os derivados de petróleo no mercado externo, que tem sofrido oscilações drásticas após os conflitos recentes envolvendo o Irã no Oriente Médio.

A política de preços da refinaria busca manter a paridade com as práticas internacionais, o que torna o mercado interno vulnerável a crises geopolíticas distantes. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o preço médio do produto importado disparou cerca de 60% nas últimas semanas, encarecendo a operação de abastecimento no país.

bdrm

Em Salvador, os moradores podem utilizar ferramentas como a plataforma Preço da Hora para monitorar onde encontrar valores mais acessíveis antes do estoque antigo acabar. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras (Sindigás) optou por não projetar valores exatos, mas admitiu que a conjuntura econômica global exerce forte pressão sobre os custos locais.

O cenário de incerteza no preço do gás de cozinha preocupa as famílias de baixa renda, que destinam uma parcela considerável do salário para este item essencial. A transparência nos reajustes é defendida pela Acelen como uma necessidade técnica de manutenção do equilíbrio comercial da refinaria, que é o principal centro de produção estadual.

Especialistas alertam que a tendência de alta pode continuar caso o dólar permaneça valorizado frente ao real ou se a oferta global de petróleo sofrer novas restrições. Por enquanto, a orientação para os soteropolitanos é pesquisar preços em diferentes bairros, já que a margem de lucro de cada revendedor pode variar conforme a logística de entrega.

O impacto deste aumento de 15,3% deve ser sentido também em setores que dependem do insumo, como pequenos restaurantes e lanchonetes da capital. A economia local tenta se adaptar a essa nova realidade tarifária enquanto aguarda uma possível estabilização dos preços das commodities no mercado internacional durante o mês de abril de 2026.