Lulinha: saiba quem é o dono do jato usado pelo filho de Lula em viagem

Lulinha: saiba quem é o dono do jato usado pelo filho de Lula em viagem

6 de abril de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Documentos revelam detalhes do voo privado realizado junto a advogado ligado a grandes doações eleitorais no estado de São Paulo.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução

Lulinha viajou em jato de doador de Tarcísio de Freitas. Veja detalhes do voo entre Brasília e São Paulo.

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, tornou-se o centro de uma nova polêmica envolvendo voos em aeronaves privadas nesta segunda (06). Informações divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, revelam que o filho do presidente viajou em um jato pertencente ao maior doador da campanha de Tarcísio de Freitas.

A viagem em questão ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2025, conectando Brasília ao município de São Roque, no interior paulista. De acordo com os documentos obtidos, Lulinha estava acompanhado pelo advogado Otto Medeiros de Azevedo Jr., profissional que já atuou em sua defesa em processos anteriores relacionados à empresa GameCorp na Justiça.

O advogado Otto Medeiros ganhou destaque no cenário político ao doar R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo em 2022. O montante o coloca, ao lado de Fabiano Zettel, no topo da lista de financiadores do atual governador, que busca a reeleição este ano, gerando questionamentos sobre a proximidade com Lulinha.

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Questionada sobre o episódio nesta segunda (06), a defesa de Lulinha afirmou que o deslocamento aéreo foi um evento pontual e de natureza estritamente privada. Os representantes legais do empresário optaram por não comentar detalhes adicionais, classificando as informações sobre o voo como aspectos protegidos da vida pessoal do cliente.

Este não é o único deslocamento aéreo que coloca Lulinha em uma posição delicada perante a opinião pública e os órgãos de controle. O empresário também é citado em investigações da CPMI do INSS por uma viagem realizada a Portugal em 2024. Na ocasião, ele voou ao lado de Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado como articulador de fraudes.

A coincidência de interesses entre figuras ligadas ao governo federal e grandes financiadores da oposição em São Paulo acirra os ânimos políticos. Para observadores em Brasília, o uso de aeronaves de terceiros por parentes de autoridades exige transparência, embora a defesa de Lulinha reitere que não houve irregularidades no ato mencionado.

O advogado Otto Medeiros, companheiro de voo de Lulinha, possui um histórico de atuação em casos complexos de sonegação fiscal e direito empresarial. Sua presença constante no círculo social e profissional do filho do presidente levanta debates sobre possíveis conflitos de interesse, dada a magnitude das doações eleitorais feitas pelo jurista.

Até o momento, o Palácio do Planalto não emitiu nota oficial sobre as movimentações de Lulinha. O caso segue repercutindo nos bastidores do Congresso Nacional, onde parlamentares da oposição planejam utilizar as informações da colunista para reforçar pedidos de esclarecimentos sobre as conexões empresariais da família presidencial em 2026.