
Salário de motoboys: veja como garantir o aumento de 30% no contracheque
6 de abril de 2026Nova regra de proteção financeira já está valendo para quem trabalha sobre duas rodas sob regime formal.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma importante mudança nas relações trabalhistas para quem atua sobre duas rodas começou a gerar impactos diretos nesta quinta (09). Profissionais que exercem funções de entrega e transporte utilizando motocicletas agora possuem o direito garantido a um adicional de periculosidade. A medida estabelece um acréscimo de 30% sobre o valor base do rendimento mensal dos trabalhadores.
O novo regramento busca ampliar a rede de proteção financeira para aqueles que enfrentam diariamente a hostilidade das vias públicas. O foco da norma, que passou a vigorar plenamente nesta quinta (09), recai sobre os riscos inerentes à exposição constante no trânsito urbano. O objetivo é compensar o perigo de acidentes graves aos quais esses motociclistas profissionais estão submetidos.
Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve possuir vínculo formal de emprego sob o regime da CLT. Estão incluídos na lista motoboys e entregadores que realizam suas atividades externas utilizando o veículo como ferramenta principal. Nesta quinta (09), muitas empresas já se mobilizam para adequar as folhas de pagamento e garantir o cumprimento da nova legislação vigente no país.

Entretanto, é fundamental destacar que nem todos os motociclistas são contemplados pela alteração. Aqueles que utilizam a moto apenas para o deslocamento entre a residência e o local de trabalho não possuem direito ao extra. O benefício é exclusivo para quem exerce a função efetiva de pilotagem no trânsito durante o expediente, conforme definido nos critérios de periculosidade.
Um ponto que gera discussões nesta quinta (09) é a exclusão dos trabalhadores de aplicativos. Como esses profissionais geralmente atuam de forma autônoma e sem vínculo empregatício direto, a regra atual não se aplica a eles. A medida foca estritamente em quem possui carteira assinada, deixando de fora milhões de prestadores de serviços independentes que operam nas grandes cidades.
As empresas contratantes possuem obrigações específicas para validar o pagamento deste adicional. É necessário apresentar laudos técnicos elaborados por engenheiros de segurança ou médicos do trabalho que comprovem a exposição ao risco. Sem essa documentação oficial, o acréscimo de 30% pode ser questionado judicialmente, o que exige atenção das áreas de recursos humanos.
A implementação desta regra nesta quinta (09) representa um avanço histórico para a categoria dos motoboys. Por anos, a classe lutou por um reconhecimento financeiro que fizesse jus aos perigos enfrentados na jornada diária. Agora, com a lei em vigor, espera-se que a valorização profissional resulte em maior retenção de talentos e na melhoria da segurança laboral no setor.
O cumprimento da norma será fiscalizado pelos órgãos competentes, visando coibir irregularidades no pagamento. Para o trabalhador formalizado, conferir o contracheque nesta quinta (09) torna-se essencial para verificar se a empresa já está em conformidade com as novas diretrizes. A valorização salarial é um passo crucial para humanizar uma das profissões mais arriscadas do Brasil atual.



