
Operação policial desarticula esquema de falsificação profissional na Grande São Paulo
26 de maio de 2026 Off Por Marcelo GarciaInvestigação aponta milhares de procedimentos realizados sem registro por falsos especialistas
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/TV Globo

A segurança no sistema de saúde paulista virou alvo de uma grande intervenção policial após a descoberta de fraudes graves cometidas contra cidadãos. A segunda fase da Operação Hipócrates, desencadeada pelo vigésimo segundo Distrito Policial da capital, resultou no cumprimento de mandados de busca e detenções na terça-feira (26).
As diligências apontam que indivíduos sem qualquer qualificação técnica atuavam de maneira direta no atendimento a pacientes do hospital jardim helena, localizado na Zona Leste da cidade de São Paulo. De acordo com as investigações, a dupla de falsos profissionais utilizava identidades e registros profissionais de terceiros para validar as receitas.
Os relatórios do inquérito revelam que cerca de dois mil procedimentos médicos foram conduzidos de forma fraudulenta ao longo de vinte e quatro meses no hospital jardim helena. O aspecto mais alarmante do caso envolve a suspeita de que nove óbitos de pacientes ocorreram em decorrência direta de erros técnicos e negligências graves.

A apuração também identificou fortes indícios de conivência e omissão estrutural por parte dos administradores do hospital jardim helena. Por determinação expressa do Poder Judiciário, a gestora de operações e o diretor do corpo clínico foram retirados temporariamente de suas funções para não atrapalharem a coleta de provas.
Paralelamente, um dos alvos da operação foi localizado no município de Mogi das Cruzes, onde operava receitas e diagnósticos por meio de plataformas virtuais de telemedicina. Um registro em vídeo obtido pelos agentes criminais mostra o homem manipulando seringas e efetuando aplicações em plena calçada, do lado de fora do hospital jardim helena.
O Conselho Regional de Medicina manifestou-se destacando que o exercício ilegal da atividade se enquadra estritamente como âmbito de persecução policial. A entidade reforçou a importância do uso de ferramentas digitais de busca em seu endereço eletrônico para que contratantes comprovem a regularidade das credenciais de trabalho no país.
Sobre o Autor
Fundador do Boca do Rio Magazine, estudante de Comunicação e Marketing pela UNIFACS, CEO e diretor de arte na Novo Mundo Agência e Comunicação e morador da Boca do Rio há mais de 20 anos





