
Gás de cozinha fica mais caro após novo aumento de quase 10%
31 de maio de 2026Reajuste anunciado pela Acelen entra em vigor nesta segunda-feira (1º/6) e e pode custar acima de R$ 150
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Joa Souza/Shutterstock
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Preparar as refeições diárias vai ficar consideravelmente mais pesado para o orçamento das famílias baianas a partir desta segunda (1º). O Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (SinRevGas) confirmou que o preço do gás de cozinha vai sofrer um forte reajuste repassado diretamente ao consumidor final. A mudança ocorre após a Acelen, empresa gestora da Refinaria de Mataripe, anunciar um acréscimo de 9,59% no valor do produto vendido às distribuidoras.
Com a nova atualização na tabela de preços, a estimativa do setor varejista é de que o impacto nas revendas varie entre R$ 8 e R$ 10 a mais por unidade. Em Salvador, onde o botijão de 13 kg vinha sendo comercializado por valores entre R$ 130 e R$ 145, o teto da cobrança pode facilmente ultrapassar a casa dos R$ 150.
Por que o aumento do gás de cozinha não pôde ser evitado pelas revendas?
De acordo com o presidente do SinRevGas, Robério Souza, o comércio varejista tentou conter os repasses anteriores para não desestabilizar o mercado local. No mês de abril, uma alta de 4,3% aplicada pela refinaria acabou sendo totalmente absorvida pelas empresas parceiras, sem que o cidadão sentisse a diferença na ponta da cadeia. Contudo, diante deste novo percentual de quase 10%, a categoria afirma que ficou sem margem de manobra financeira para evitar o repasse.
Além do impacto direto no gás de cozinha, o cenário de combustíveis na Bahia enfrenta um período de instabilidade generalizada. Recentemente, a Acelen também aplicou um incremento de 3,6% no preço da gasolina vendida para as distribuidoras locais, empurrando as médias dos postos em Salvador para patamares elevados. Esse movimento de subida constante é reflexo da forte volatilidade do petróleo tipo Brent no mercado internacional, cotado de forma persistente acima dos US$ 100 devido a impasses comerciais e políticos no Estreito de Ormuz.

Como as autoridades fiscalizam os preços abusivos no setor de energia?
O encarecimento constante dos itens básicos de consumo tem colocado as autoridades de proteção ao consumidor em estado de vigilância constante. Recentemente, a Bahia foi alvo de ações estratégicas da segunda fase da Operação Vem Diesel. A iniciativa, que é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com suporte direto da Polícia Federal e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), foca em coibir práticas lesivas à economia popular.
O foco central das fiscalizações nas distribuidoras e revendas de gás de cozinha é identificar esquemas de combinação de preços, a formação de cartéis regionais e a cobrança abusiva de margens de lucro que sufocam o cidadão. Diante da nova alta autorizada pela refinaria privada, a orientação dos órgãos de defesa do consumidor é pesquisar bastante antes de comprar, exigir nota fiscal e denunciar estabelecimentos que promovam aumentos desproporcionais e sem justificativa técnica.




