
Em entrevista na rádio Som Maior nesta sexta-feira (12), Ronaldo Caiado afirma que Amazônia está sob domínio de facções e defende reforma nos presídios
12 de junho de 2026Declarações sobre a segurança pública na Região Norte marcam o discurso político de Ronaldo Caiado
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo
O debate em torno das políticas de segurança pública e da soberania territorial nas regiões de fronteira tem se consolidado como um dos pilares centrais nas plataformas dos postulantes aos cargos do Poder Executivo federal. A complexidade do combate ao crime organizado exige o desenvolvimento de estratégias integradas que envolvam inteligência policial, cooperação federativa e reformas estruturais no sistema penitenciário nacional. Na vanguarda desse posicionamento, a defesa de medidas mais rígidas contra organizações transnacionais pauta o discurso de Ronaldo Caiado.
Nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, o cenário da pré-campanha presidencial ganhou novos contornos com as declarações contundentes do representante do PSD em solo catarinense. Durante uma entrevista concedida ao vivo ao jornalista Adelor Lessa, na Rádio Som Maior de Criciúma (SC), o político fez um diagnóstico severo sobre a atual situação de vulnerabilidade em que se encontra a Região Norte do país. O posicionamento gerou repercussão imediata nos bastidores políticos, evidenciando as prioridades programáticas de Ronaldo Caiado.
Qual é a avaliação do pré-candidato sobre a situação atual da Região Norte?
Durante a transmissão de aproximadamente 40 minutos, o político asseverou que a Floresta Amazônica encontra-se sob o domínio total de organizações criminosas de matriz nacional e de países vizinhos da América Latina. Segundo a análise apresentada, grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), em articulação com cartéis colombianos, venezuelanos e mexicanos, centralizam as operações de tráfico de entorpecentes, extração ilegal de minérios e contrabando de madeira na região. Essa forte concentração de atividades ilícitas fundamenta as críticas de Ronaldo Caiado.

O pré-candidato utilizou o conceito econômico de “hub” para ilustrar como a área geográfica se transformou no principal polo de escoamento e exportação de cocaína para o mercado internacional. Para fazer frente a essa engrenagem criminosa, o político defendeu que essas organizações passem a ser classificadas formalmente como grupos terroristas pela legislação brasileira, medida que, segundo ele, daria maior sustentação jurídica e operacional para elevar o nível das ações de combate conduzidas pelo Estado sob as diretrizes de Ronaldo Caiado.
“Hoje a Amazônia é 100% sob o domínio de facções criminosas brasileiras e internacionais. Ali, eles têm todo o comando da droga, do contrabando de madeira e da mineração”, declarou o postulante ao Planalto ao justificar a urgência de uma nova política de defesa nacional associada ao nome de Ronaldo Caiado.
Quais são as propostas apresentadas para reformular o sistema penitenciário?
O núcleo da proposta de governo detalhada na entrevista de rádio foca na reestruturação imediata do sistema prisional como ponto de partida para desarticular as cúpulas das facções. O projeto prevê a implementação de métodos modernos de engenharia civil para acelerar a abertura de vagas, permitindo a instalação ágil de centenas de celas de alta segurança em caráter emergencial. A intenção é dotar as administrações estaduais de ferramentas capazes de isolar totalmente as lideranças do crime, contendo rebeliões e garantindo a integridade dos policiais, tese central de Ronaldo Caiado.
De acordo com o raciocínio exposto, os presídios atualmente funcionam como verdadeiros escritórios e centros de treinamento para delinquentes, razão pela qual o estancamento dessas comunicações internas deve ser tratado como prioridade de segurança. O plano integrado prevê um suporte logístico e financeiro direto da União para os governadores, facilitando a modernização tecnológica dos complexos penitenciários. À medida que o calendário eleitoral avança em direção ao segundo semestre, o debate sobre o controle de territórios promete intensificar as discussões em torno das propostas de Ronaldo Caiado.




