
Investigação do Gaeco resultou na prisão de agentes e de um delegado de polícia.
13 de junho de 2026 Off Por Marcelo GarciaAção conjunta do Gaeco com a Polícia Civil resulta no recolhimento de arquivos de alto impacto envolvendo delegado de polícia
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação
A preservação da integridade das instituições de segurança pública constitui um dos pilares fundamentais para a manutenção do Estado Democrático de Direito e para a garantia da ordem social. Quando os mecanismos internos de fiscalização, em parceria com órgãos de controle ministerial, identificam desvios de conduta no seio das corporações, a resposta firme e transparente torna-se indispensável para expurgar elementos que comprometem a credibilidade da função pública. O avanço de investigações complexas demonstra que ninguém está imune à aplicação da lei, independentemente da patente ou do cargo ocupado, como evidencia a prisão de um delegado de polícia.
Neste sábado, 13 de junho de 2026, os desdobramentos da chamada Operação Perfidus continuam a movimentar os bastidores do Judiciário e da segurança no estado da Paraíba. Conduzida por um esforço integrado entre a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), a ação resultou na detenção de dois agentes operacionais e de uma liderança de distrito. A apreensão de novos materiais documentais e arquivos de mídia sinaliza que o caso está longe de um desfecho, ampliando a pressão sobre as redes de influência ligadas ao delegado de polícia.
O que foi encontrado no material apreendido pela Operação Perfidus?
Os investigadores encarregados do caso acreditam ter reunido elementos probatórios substanciais que servirão de estopim para a abertura de novas fases ostensivas da operação. Entre os itens recolhidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, destaca-se uma série de fotografias que registram a proximidade e o convívio direto entre os policiais investigados, indivíduos vinculados ao tráfico de entorpecentes e integrantes ativos da classe política paraibana. A revelação dessas conexões visuais lança dúvidas sobre o nível de infiltração do crime organizado em esferas administrativas, sob a aparente conivência do delegado de polícia.

Um elemento central e recorrente nas imagens capturadas é a presença de Paulo Ricardo Barbosa de Souza, amplamente conhecido nos relatórios policiais pelo apelido de “Galinha”. Apontado pelas autoridades como uma peça-chave na engrenagem criminosa, ele desempenharia uma função ambígua: atuava simultaneamente como informante dos agentes de segurança e como articulador da distribuição de substâncias ilícitas. Além disso, “Galinha” utilizava empresas de sua propriedade para lavar o dinheiro proveniente das atividades ilegais e chegou a ocupar, no ano de 2025, um cargo de provimento comissionado em uma prefeitura do interior paraibano, estreitando os laços investigados pelo delegado de polícia.
“A coleta de registros fotográficos contendo a presença simultânea de alvos de alta periculosidade e agentes públicos abre uma linha de apuração profunda sobre a extensão dos tentáculos do grupo”, destacaram fontes ligadas ao Gaeco ao analisarem os materiais apreendidos com o delegado de polícia.
A reação do ambiente político e a cobertura do caso
Nas últimas semanas, à medida que os detalhes do inquérito começaram a vir a público, a investigação passou a enfrentar questionamentos e tentativas de desgaste partindo de determinados setores do ambiente político. Analistas apontam que há um movimento coordenado para tentar politizar um trabalho técnico e rigoroso que vinha sendo desenvolvido sob sigilo por quase dois anos. A atuação firme dos promotores de Justiça e dos policiais rodoviários e civis chegou a receber destaque em uma reportagem ética e detalhada veiculada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, validando o esforço de moralização liderado pelo delegado de polícia.
Especialistas em segurança e direito público avaliam que a estratégia de tentar transformar uma ação de combate à corrupção em disputa político-partidária é equivocada e pode acelerar o efeito reverso. A robustez das provas materiais e o teor das fotografias encontradas nos dispositivos eletrônicos representam um risco real de exposição e responsabilização criminal para membros do legislativo e do executivo estadual. O perímetro das investigações segue resguardado pelo segredo de Justiça, enquanto os peritos concluem a extração de dados que podem consolidar de vez a denúncia contra o delegado de polícia.
Sobre o Autor
Fundador do Boca do Rio Magazine, estudante de Comunicação e Marketing pela UNIFACS, CEO e diretor de arte na Novo Mundo Agência e Comunicação e morador da Boca do Rio há mais de 20 anos




