
Colisão entre dois helicópteros deixa seis mortos no Rio de Janeiro
14 de junho de 2026Aeronaves colidiram no ar e caíram no Recreio dos Bandeirantes; chamas atingiram pátio com veículos elétricos
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Lucas Barboza
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A manhã deste domingo (14) foi marcada por um cenário desolador na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Uma colisão aérea envolvendo dois helicópteros provocou a morte de seis pessoas no bairro do Recreio dos Bandeirantes. O grave acidente ocorreu por volta das 8h59, horário em que o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter a ocorrência no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. Entre as vítimas fatais da tragédia estão o cantor e produtor norte-americano Oliver Tree e o conhecido youtuber argentino Gaspar Prim, o Gaspi.
De acordo com os relatos de testemunhas oculares que presenciaram o ocorrido, as duas aeronaves, que ostentavam as matrículas PP-MAC e PR-DJJ, chocaram-se violentamente no ar antes de despencarem. O major Fábio Contreras, porta-voz oficial do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, confirmou publicamente que nenhuma das pessoas que estavam a bordo de ambos os aparelhos sobreviveu ao forte impacto da queda. Moradores da região, assustados com o barulho da colisão, registraram o momento do desastre em diversos vídeos que rapidamente circularam pelas redes sociais.
Explosões de carros elétricos e raio de destroços pelo solo
O local exato da queda dos dois helicópteros foi o pátio de uma igreja abandonada, terreno que havia sido alugado pela montadora automotiva BYD. Uma das aeronaves envolvidas, do modelo Eurocopter AS 350 B2 — popularmente conhecido como Esquilo —, transportava o cantor Oliver Tree, o influenciador Gaspi, os produtores Lucas Frota e Lucas Vignale, além do piloto comandante Alexandre Souza. Esse helicóptero havia decolado rumo ao município de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, e explodiu imediatamente ao atingir o solo. As chamas da explosão se alastraram pelos carros elétricos estacionados no pátio, gerando uma série de detonações secundárias e uma densa coluna de fumaça preta visível a quilômetros de distância.
A segunda aeronave, de matrícula PR-DJJ, levava apenas o piloto Charles Marsillac, que realizava uma viagem com destino planejado para a Região Serrana do estado. Esse aparelho não chegou a pegar fogo após o choque, caindo de cabeça para baixo com o trem de pouso virado para o alto. A violência do impacto mútuo espalhou partes da fuselagem de ambos os veículos por um raio de pelo menos 100 metros de distância. A cauda de um dos aparelhos acabou parando em cima do terraço de um prédio residencial vizinho ao terreno da igreja.

Mobilização das forças de socorro e abertura de investigações
A operação de resgate e contenção de danos mobilizou um expressivo contingente público, empenhando cerca de 45 militares e 15 viaturas especializadas do Corpo de Bombeiros. Para garantir a segurança dos trabalhos e facilitar o deslocamento das ambulâncias, a pista lateral da Avenida das Américas precisou ser totalmente interditada no trecho do acidente. Por volta das 10 horas da manhã, as equipes de salvamento conseguiram controlar as chamas e passaram a vasculhar minuciosamente os destroços à procura de possíveis vazamentos de combustível que pudessem causar novos incidentes.
Diante do trágico desfecho da batida de helicópteros, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), emitiu uma nota oficial informando que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3) foram enviados imediatamente ao Recreio dos Bandeirantes. Os peritos credenciados já deram início às ações iniciais da ocorrência, aplicando técnicas específicas de coleta de dados e preservação de elementos para apurar as circunstâncias e causas reais do acidente.




