
Governo do Estado marca novo leilão para vender o antigo Centro de Convenções
18 de junho de 2026Após fracasso da primeira tentativa em março, imóvel avaliado em R$ 141,3 milhões ganha nova data de disputa
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Marina Silva/Arquivo Correio
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O Governo da Bahia definiu uma nova data estratégica para tentar vender a estrutura do antigo Centro de Convenções da Bahia, localizado no bairro do Jardim Armação, em Salvador. A nova tentativa de alienação surge após o fracasso absoluto do primeiro certame, realizado no final de março deste ano, que terminou sem receber nenhuma proposta de compra. O imóvel de grande porte segue avaliado pelo mercado imobiliário no montante expressivo de R$ 141,3 milhões.
A estrutura administrativa do Estado não quer perder tempo e já publicou as diretrizes do novo leilão diretamente no Diário Oficial. O evento oficial está agendado para acontecer no dia 20 de julho, com início pontual às 10h. O formato escolhido para a disputa será híbrido, permitindo tanto a participação presencial dos compradores quanto lances virtuais em tempo real para arrematar o antigo Centro de Convenções.
Como participar e enviar propostas para o Centro de Convenções
Os investidores interessados em adquirir o megaterreno de Salvador poderão submeter suas propostas formais no período que compreende os dias 25 de junho e 20 de julho. O recebimento eletrônico dos lances será operacionalizado por meio do portal especializado da Jus Leilão. Já a disputa física presencial ocorrerá nas dependências do Espaço Crescer, vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Para garantir total transparência ao processo de venda do Centro de Convenções, a Secretaria da Administração do Estado (Saeb) liberou um cronograma de visitação pública ao local. Os potenciais compradores e seus corpos técnicos de engenharia poderão vistoriar de perto o estado da estrutura entre os dias 25 de junho e 9 de julho, mediante agendamento prévio com os responsáveis pelo edital.

Restrições ambientais e dívidas trabalhistas pesam no negócio
O futuro comprador do antigo Centro de Convenções precisará lidar com características geográficas específicas e sérios entraves jurídicos que acompanham a escritura do local. O terreno total compreende uma extensão de 187 mil metros quadrados na Costa Azul baiana. No entanto, uma fatia considerável de aproximadamente 71 mil metros quadrados dessa área está integrada a uma zona de proteção ambiental rigorosa, limitando construções.
Além das barreiras ecológicas, o imóvel carrega um histórico pesado de bloqueios judiciais que ultrapassaram a barreira dos R$ 49 milhões em ações de natureza trabalhista. Esses processos foram movidos originalmente por servidores contra a extinta empresa estatal Bahiatursa, hoje sucedida pela Sufotur. Os litígios operam desde a década de 1990 devido ao descumprimento continuado do plano geral de cargos da categoria.
Quase uma década de abandono após desabamento trágico
A trajetória de decadência do antigo Centro de Convenções está prestes a completar dez anos de paralisação total. Em setembro de 2016, o edifício principal sofreu um desabamento parcial grave de sua estrutura de sustentação devido à falta crônica de manutenção preventiva e ao avanço severo da oxidação marítima. O acidente deixou três operários feridos e forçou a interdição imediata de todo o complexo de eventos.
Desde o episódio, a área permaneceu completamente abandonada e cercada por tapumes na orla marítima. Os esforços do governo estadual para alienar em definitivo o espaço ganharam força total após a entrega e inauguração do novo centro de convenções municipal, construído na vizinhança do bairro da Boca do Rio. O edital atual prevê que o pagamento do lance vencedor do Centro de Convenções possa ser feito à vista ou de forma parcelada, exigindo sinal de 5% e comissão ao leiloeiro.




