Professores da rede privada de ensino mantêm paralisação na Bahia 

Professores da rede privada de ensino mantêm paralisação na Bahia 

10 de julho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Categoria busca ganho real de salário e benefícios sociais como plano de saúde corporativo para dependentes

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação/Freepik

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Os professores da rede privada de ensino da Bahia decidiram manter a paralisação das atividades agendada para o próximo dia 16 de julho. A deliberação de continuar com a mobilização ocorreu mesmo após a realização de uma nova rodada de negociações entre os sindicatos.

A mobilização da rede privada será acompanhada por uma assembleia geral da categoria, marcada para as 8h, no Real Classic Bahia Hotel, em Salvador. O encontro dos docentes terá participação presencial e transmissão on-line simultânea.

Durante a reunião realizada nesta semana, o sindicato patronal apresentou uma proposta de reajuste salarial de 4,11%, equivalente à variação do INPC. A oferta incluía o pagamento retroativo dos meses de maio e junho quitados em agosto.

Impasse econômico e reivindicações na rede privada

Apesar da proposta de reposição da inflação, o sindicato dos professores da rede privada optou por rejeitar os termos colocados na mesa. A categoria exige um reajuste salarial com ganho real de 5% tendo como referência o ICV do Dieese.

Os docentes também lutam pela fixação do valor da hora-aula em R$ 16 para períodos de 50 minutos e R$ 19,20 para aulas de 60 minutos. A pauta ainda inclui a valorização progressiva desses vencimentos para os anos de 2027 e 2028.

Além das pautas econômicas, os trabalhadores da rede privada cobram a oferta obrigatória de plano de saúde e plano odontológico. Outra demanda forte é a reserva de 8% das vagas das escolas para concessão de bolsas aos filhos.

Grupos de trabalho e próximos passos das escolas

Por outro lado, o sindicato dos estabelecimentos de ensino sugeriu criar dois grupos de trabalho específicos no estado. O objetivo é debater as demandas e o aumento da carga de trabalho desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

A entidade patronal afirmou em nota oficial que não enxerga um impasse definitivo na rede privada de ensino neste momento. A expectativa das escolas é avançar em temas como férias e pré-aposentadoria nas próximas rodadas de negociação.