Professores da rede particular realizam nova paralisação nesta quinta (16)

Professores da rede particular realizam nova paralisação nesta quinta (16)

16 de julho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Categoria se reúne em assembleia para votar possibilidade de greve por tempo indeterminado

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

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Os professores da rede particular de ensino do estado da Bahia realizam uma nova paralisação em suas atividades profissionais nesta quinta-feira (16). A mobilização temporária foi convocada para permitir a participação massiva da categoria em uma assembleia geral extraordinária, na qual os docentes discutirão e votarão a possibilidade de deflagrar uma greve por tempo indeterminado.

A suspensão temporária dos serviços é liderada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) e faz parte de uma campanha de mobilização mais ampla. Os professores da rede particular que atuam na Educação Básica lutam por avanços significativos na data-base de 2026, enfrentando uma séria falta de consenso nas negociações coletivas com o sindicato patronal.

Detalhes da assembleia geral em Salvador

O encontro decisivo desta quinta (16) está agendado para começar a partir das 8h, tendo como sede o Auditório Jorge Amado do Real Classic Bahia Hotel, situado no bairro da Pituba, na capital baiana. O evento faz parte das discussões da Assembleia Geral Extraordinária Permanente e deve definir os rumos práticos das paralisações.

Segundo o sindicato da categoria, a paralisação completa das atividades pedagógicas durante o dia é fundamental para assegurar que os trabalhadores consigam comparecer e votar livremente. Os rumos das escolas privadas do estado dependem do número de adesões ao movimento grevista ao longo das próximas horas.

Reivindicações contra a sobrecarga e perda de direitos

O impasse entre os docentes e os donos de instituições de ensino privadas arrasta-se há meses. De acordo com Allysson Mustafa, presidente do Sinpro-BA, a categoria vem sofrendo com uma exaustiva sobrecarga física e mental diária, acumulando tarefas obrigatórias extraclasse que não recebem a devida compensação financeira por parte dos empregadores.

“Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores”, declarou Mustafa.

Além de pleitearem reajuste salarial justo e a qualificação profissional do piso salarial, os trabalhadores buscam a regulamentação com remuneração de atividades como a correção e elaboração de avaliações feitas em ambiente doméstico. Há também uma grande preocupação com propostas do setor patronal de reduzir benefícios históricos, como o período de recesso anual e as bolsas de estudo concedidas aos filhos dos docentes.

Durante a última mesa de negociação, realizada no final de maio, representantes patronais rejeitaram integralmente a pauta apresentada. Caso a greve seja aprovada na assembleia de hoje, os serviços educacionais em dezenas de colégios privados baianos poderão ser interrompidos por tempo indeterminado.