Alzheimer precoce leva influenciadora de 49 anos a optar por morte assistida no Canadá

Alzheimer precoce leva influenciadora de 49 anos a optar por morte assistida no Canadá

28 de julho de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Diagnosticada com a forma pré-senil da doença, Rebecca Luna compartilhava rotina nas redes sociais

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/ TikTok

O debate sobre o Alzheimer precoce ganhou forte repercussão internacional após a confirmação da morte da influenciadora canadense Rebecca Luna, de 49 anos. A criadora de conteúdo, que reunia milhares de seguidores no TikTok mostrando sua rotina com a condição, passou por um procedimento de morte assistida no último dia 25 de julho. A confirmação da morte foi feita por familiares na própria rede social da influenciadora.

Rebecca havia antecipado o procedimento, originalmente previsto para agosto, devido ao avanço acelerado do quadro clínico. Antes de fechar o diagnóstico correto, a canadense acreditava que as falhas de memória decorriam do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). No Canadá, a morte assistida é permitida sob rígidas comprovações médicas, enquanto no Brasil a prática e a eutanásia são expressamente proibidas por lei.

O que é e como se manifesta o Alzheimer precoce

Conhecido também como Alzheimer pré-senil, o Alzheimer precoce costuma se manifestar entre os 50 e 65 anos de idade, representando de 5% a 10% do total de casos da enfermidade. Ao contrário da forma clássica que atinge idosos, a variação em pessoas mais jovens pode apresentar sintomas atípicos que vão além do esquecimento de fatos recentes.

“A ideia de esperar parecia demais porque vivo em um corpo que não me traz conforto, segurança ou bem-estar. É o momento de priorizar a mim mesma”, declarou a influenciadora em seu último depoimento.

Entre as principais manifestações estão alterações na capacidade de linguagem, dificuldade na percepção visual, mudanças bruscas de comportamento e oscilações na atenção. Devido a essas características, o diagnóstico costuma ser complexo, sendo frequentemente confundido com exaustão de trabalho (burnout), depressão, estresse crônico ou quadros de insônia.

Fatores genéticos e a busca por diagnóstico especializado

Diferente do quadro tradicional, o surgimento do Alzheimer precoce possui uma ligação consideravelmente maior com fatores hereditários. Mutações nos genes conhecidos como APP, PSEN1 e PSEN2 indicam um risco elevado de desenvolvimento da doença. A presença de ao menos uma cópia mutada desses genes praticamente assegura o surgimento da condição antes dos 65 anos.

A recomendação médica para quem nota falhas cognitivas persistentes é buscar atendimento com médicos neurologistas ou psicogeriatras neste ano de 2026. A realização de exames clínicos, testes neuropsicológicos e avaliações de imagem é fundamental para descartar outras patologias e iniciar o acompanhamento adequado o quanto antes.