Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Seap/Divulgação
As forças de segurança do Rio Grande do Norte recapturaram mais dois homens que fugiram da penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, localizada em Nísia Floresta, na Grande Natal. As prisões ocorreram entre a noite de sexta-feira (31) e a madrugada deste sábado (1º de agosto). Com isso, 3 dos 11 fugitivos já foram localizados, enquanto 8 permanecem procurados.
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) corrigiu uma informação divulgada anteriormente: apenas dois detentos foram capturados nas últimas horas — Isaac Deodato Rodrigues e Diogo da Luz Silva. O terceiro citado no primeiro boletim, Tiago da Silva Maia Braga, continua foragido. Na tarde de sexta, Julianderson Francisco Nogueira já havia sido pego.
“Diogo foi localizado em uma área de mata durante cerco policial. Ele resistiu, foi baleado pelos agentes, recebeu atendimento e segue internado em estado estável”, informou a Seap.
A lista atualizada de foragidos da penitenciária
A operação de busca envolve equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Guarda Municipal de Parnamirim e Polícia Rodoviária Federal (PRF). As diligências concentram-se na zona rural e em áreas de vegetação densa no município de Nísia Floresta.
Permanecem sendo procurados pela fuga da penitenciária:
Cleidson Martins Dantas
Tiago da Silva Maia Braga
Kaio do Nascimento Gomes
Tiago Nogueira da Silva
Petrúcio Railande dos Santos
Jackson Matheus Martins Simões
Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva
Eliandson Luciano de Lima
Investigação sobre as falhas na penitenciária
A fuga ocorreu após os detentos arrancarem o vaso sanitário da cela — estrutura feita de alumínio e concreto — e cavarem um túnel na terra. Grande quantidade de areia foi encontrada escondida debaixo dos colchões dos presidiários.
O secretário de Administração Penitenciária, Helton Edi Xavier, destacou que a escavação levou dias para ser concluída e que a pasta instaurou um procedimento administrativo. A investigação vai apurar se houve falha na rotina de revistas das celas, negligência dos agentes ou facilitação interna.