Relatos obtidos pela polícia revelam que turistas ficaram sob embarcação e enfrentaram problemas com coletes
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/TV Globo
Os depoimentos prestados à Polícia Civil e acessados pelo Fantástico revelam os momentos de pânico vividos pelos sobreviventes do acidente com uma embarcação nas Cataratas do Iguaçu, no Paraná. O tombamento do barco ocorreu durante o passeio do Macuco Safari e resultou na morte do turista holandês Mark Lessink, de 25 anos.
A tragédia aconteceu no momento em que a embarcação fazia o trajeto pelo Rio Iguaçu. De acordo com os relatos da família que estava a bordo, o barco foi atingido lateralmente por uma onda de grande porte, virando em questão de segundos e pegando todos os ocupantes de surpresa.
“Enquanto navegávamos em direção ao meio do rio, uma grande onda atingiu o barco pela esquerda. Era uma onda gigantesca. O barco virou em poucos segundos. Depois disso, acabamos todos debaixo do barco”, relatou o sogro da vítima às autoridades.
Dificuldades com equipamentos e correnteza após o acidente
Além do impacto e da virada repentina, os sobreviventes descreveram imensa dificuldade para permanecer na superfície. Conforme informado nos depoimentos, os coletes salva-vidas fornecidos não possuíam fita de fixação entre as pernas, o que fazia com que a peça subisse pelo corpo com a força da água.
A Polícia Civil do Paraná pontuou que a forte correnteza do rio atuou puxando as vítimas para baixo, tornando a flutuação ainda mais complexa.
Vítima fatal: Mark Lessink, turista holandês de 25 anos;
Causa da morte: Afogamento, confirmado por laudo da Polícia Científica;
Relato de heroísmo: Testemunhas afirmam que Mark salvou a cunhada antes de desaparecer na água;
Aparato de segurança: Família alega ausência de instruções sobre procedimentos de emergência.
Investigações e conformidade dos protocolos
A Marinha do Brasil informou que a embarcação, os equipamentos de salvatagem e a tripulação responsável estavam devidamente homologados e em conformidade com as normas marítimas vigentes.
A Polícia Civil declarou que, até a etapa atual da apuração, não foram identificados indícios de erro na pilotagem. As investigações prosseguem focadas em verificar se os protocolos de orientação aos passageiros e as rotinas de segurança adotadas pela empresa operadora foram suficientes para evitar o acidente.