Proposta enviada ao Congresso prevê alta de 5,92% e aumento real no poder de compra dos trabalhadores
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Getty Images
O salário mínimo nacional pode alcançar o valor de R$ 1.717 a partir de 1º de janeiro de 2027. A estimativa consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional. Se a projeção for confirmada ao fim das medições econômicas, o piso atual de R$ 1.621 terá um acréscimo de R$ 96, representando um reajuste nominal de 5,92%.
A proposta reforça a manutenção da política permanente de valorização do piso nacional. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a estimativa inclui um ganho real (acima da inflação) de 2,5%, com o objetivo de preservar e ampliar o poder de compra dos trabalhadores brasileiros contratados pelo regime da CLT e dos beneficiários de programas sociais.
“A estimativa inicial orienta a elaboração do Orçamento da União, mas o valor definitivo só será fixado após a divulgação do INPC acumulado de novembro, quando o presidente da República editará o decreto oficial”, esclarece o texto do PLDO.
Como funciona a regra de cálculo do novo salário mínimo
A definição do salário mínimo segue os parâmetros estabelecidos pela Lei nº 14.663/2023. A fórmula de reajuste combina a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior — responsável pela recomposição do poder de compra frente à inflação — com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Para o piso que vigorará em 2027, é considerado o desempenho da economia registrado em 2025. Contudo, devido às regras do arcabouço fiscal vigente, o crescimento real do piso possui um teto limitado a 2,5% ao ano, mesmo que a expansão do PIB no período de referência tenha superado esse percentual.
Estimativa para 2027: Projeção de R$ 1.717 no PLDO (reajuste nominal de 5,92%);
Ganho acima da inflação: Ganho real projetado em 2,5%, respeitando o teto do arcabouço fiscal;
Composição do cálculo: Variação do INPC acumulado em 12 meses mais o PIB de dois anos antes;
Confirmação oficial: Depende do INPC de novembro de 2026 para a publicação do decreto presidencial.
Impacto nos benefícios do INSS e programas sociais
Além de funcionar como o piso salarial para os trabalhadores da iniciativa privada e do setor público, o salário mínimo serve de balizador para uma ampla gama de pagamentos e benefícios sociais no país. Quando o valor nacional é reajustado, automaticamente é alterado o piso das aposentadorias, pensões por morte e auxílios-doença pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A mudança também reajusta o teto dos pagamentos de outros direitos trabalhistas e assistenciais do governo federal. Entre as coberturas diretamente impactadas pelo novo valor do piso estão as parcelas do seguro-desemprego, o abono salarial PIS/Pasep e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Aposentadorias e pensões: Alteração direta no valor mínimo dos pagamentos do INSS.
Benefícios trabalhistas: Reajuste nos valores do seguro-desemprego, abono PIS/Pasep e BPC.