Mandados de prisão preventiva foram cumpridos após apuração sobre a morte de Gustavo Veloso Feitosa
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/Instagram de Cirlene Feitosa
A Polícia Civil do Tocantins prendeu o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, de 33 anos, e sua companheira, Kathellen Moreira, de 23 anos, na madrugada desta quinta-feira (6). O casal é investigado pela morte do garoto Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ocorrida em uma residência localizada na região norte de Palmas. O pedido de prisão preventiva foi assinado pelo delegado Eduardo Menezes, da 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e acatado pelo Poder Judiciário.
A investigação tomou rumos decisivos após a emissão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). Inicialmente, o pai havia procurado a Polícia Civil para comunicar que encontrara o filho sem vida pela manhã e que demorara a acionar as autoridades devido ao abalo emocional. Contudo, a perícia médica constatou que a criança apresentava múltiplas lesões pelo corpo, decorrentes de agressões físicas.
“A criança sofreu muito. Titia sempre vai lembrar dos momentos de carinho”, desabafou Cirlene Feitosa, tia do garoto, em publicações que homenagearam o sobrinho durante o velório em Palmas.
Posicionamento das defesas e medidas da OAB
A defesa de Igor Gustavo alegou que o investigado se colocou à disposição das autoridades desde o início e que o cumprimento do mandado ocorreu mediante entrega voluntária acordada na residência onde ele se encontrava. Devido ao sigilo do inquérito, os advogados informaram que não darão detalhes sobre o mérito das acusações. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) aplicou a suspensão cautelar da licença profissional de Igor até o término do procedimento disciplinar.
Já a defesa de Kathellen Moreira manifestou surpresa com a decretação da prisão preventiva e informou que pleiteará a substituição da medida por prisão domiciliar ou cautelares alternativas. A justificativa centra-se no fato de a investigada ser mãe de uma bebê de cinco meses em fase de amamentação, sustentando a necessidade de preservação dos direitos da recém-nascida.
Data do fato: Criança encontrada sem vida na segunda-feira (3);
Prisões cumpridas: Madrugada de quinta-feira (6) pela Polícia Civil;
Laudo do IML: Identificação de múltiplas lesões corporais e agressões;
Ação da OAB-TO: Suspensão cautelar do registro profissional do pai da vítima.
Histórico de disputas e contexto familiar
Os pais de Gustavo não viviam juntos e mantinham litígios judiciais envolvendo a guarda e a cobrança de pensão alimentícia. Representantes jurídicos da mãe relataram que o medo decorrente de ameaças anteriores dificultava a adoção de medidas mais drásticas em relação ao convívio do menino com o pai.
As homenagens prestadas pela família materna comoveram a capital tocantinense. Durante o sepultamento, familiares soltaram um balão com a imagem do Homem-Aranha, personagem favorito da criança, marcando a despedida sob forte comoção.
Inquérito em andamento: Conduzido pela 1ª DHPP de Palmas;
Situação da mãe: Movia ação de pensão e relatava receio por ameaças e machucados anteriore