Investigação apura emissão de falsos recibos de fisioterapia e prejuízo superior a R$ 8 milhões
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/PF
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (6) a Operação Fatura Exposta. O objetivo da ação é desarticular um esquema de fraude em pagamentos de sessões de fisioterapia custeadas pelo Plano de Assistência à Saúde do Serviço Federal de Processamento de Dados (PAS/Serpro).
Segundo as apurações iniciais da Polícia Federal, o grupo investigado falsificava laudos e comprovantes médicos para obter reembolsos por atendimentos que nunca foram prestados. As estimativas apontam que o prejuízo causado aos cofres do plano de saúde supera a marca de R$ 8 milhões.
“As irregularidades foram constatadas após o cruzamento de dados de auditorias internas com requisições de reembolso que apresentavam incompatibilidade de execução”, apontam as informações da investigação.
Mandados de busca e desdobramentos dos inquéritos
Ao todo, os agentes federais cumprem 21 mandados de busca e apreensão. A Polícia Federal apura ainda se a mesma metodologia golpista foi aplicada contra outras operadoras de saúde suplementar do país.
Os investigados no processo responderão por crimes como obtenção fraudulenta de recursos, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Prejuízo estimado: Mais de R$ 8 milhões em reembolsos irregulares;
Ordens judiciais: 21 mandados de busca e apreensão;
Órgãos atuantes:Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU);
Crimes investigados: Associação criminosa, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e fraude.
Posicionamento do Serpro sobre as investigações
Em nota oficial, o Serpro — estatal responsável pelo desenvolvimento de sistemas digitais estratégicos do governo federal — informou que a apuração teve início a partir de uma denúncia recebida em seus canais internos de atendimento. A própria empresa realizou auditorias, levantou evidências e protocolou a notícia-crime no Ministério Público Federal (MPF).
A estatal comunicou também que suspendeu de forma preventiva os atendimentos e os repasses financeiros à entidade investigada. O Serpro declarou que segue prestando colaboração irrestrita à Polícia Federal para assegurar o ressarcimento dos valores desviados.
Origem do caso: Denúncia em canal interno seguida de auditoria da estatal;
Encaminhamento: Notícia-crime apresentada pela própria empresa ao MPF;
Medida cautelar: Suspensão imediata dos repasses e atendimentos à entidade citada.