Vítima perde R$ 600 mil após cair em golpe da falsa central bancária no Paraná

Vítima perde R$ 600 mil após cair em golpe da falsa central bancária no Paraná

10 de agosto de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Criminosos usaram dados pessoais, foto de gerente e manipularam advogado para autorizar transferências e empréstimo

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/TV Globo

O avanço das fraudes financeiras digitais no Brasil revelou uma modalidade altamente perigosa de golpe: a falsa central bancária. Em um dos casos recentes de maior impacto, um advogado residente no Paraná sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 600 mil após ser abordado por criminosos que se passaram por funcionários da sua instituição financeira. A investida começou com uma mensagem que trazia o nome, a foto e o número exato de telefone utilizados pela verdadeira gerente da conta.

A vítima foi alertada sobre uma suposta transação suspeita e recebeu um comprovante falso contendo seus dados reais, como nome completo e CPF. Para dar ar de legitimidade, os golpistas orientaram o cliente a não clicar em nenhum link e informaram que uma especialista do setor de segurança entraria em contato. Ao atender a chamada, o homem foi submetido a uma forte pressão psicológica sob a justificativa de que precisava digitar códigos no aplicativo bancário para cancelar as movimentações não autorizadas.

Manipulação psicológica e ação das quadrilhas

Especialistas em segurança cibernética explicam que esse tipo de golpe não se apoia apenas em falhas tecnológicas, mas principalmente na exploração de vulnerabilidades comportamentais. Os estelionatários utilizam gatilhos mentais de autoridade e extrema urgência, alegando que a conta será zerada em poucos minutos caso procedimentos imediatos não sejam realizados. Diante do abalo emocional, a vítima passa a seguir as instruções do falso atendente sem contestar a veracidade da ligação.

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Além do saldo disponível em conta corrente, os criminosos esvaziaram o limite do cheque especial e contrataram um empréstimo em nome da vítima. As investigações policiais mostram que o golpe é operado por quadrilhas altamente especializadas e divididas em células: enquanto um grupo adquire dados vazados, outros atuam no contato direto com o cliente, na gravação de vídeos instrutivos falsos e no direcionamento do dinheiro para uma cadeia de contas bancárias de laranjas, o que dificulta o rastreamento e o ressarcimento dos valores.

Como se proteger e recomendações da Febraban

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforça que as instituições financeiras nunca ligam para clientes solicitando a realização de transferências, pagamentos, digitação de senhas ou validação de tokens para cancelar transações suspeitas. Toda orientadora que exija qualquer tipo de movimentação financeira sob a alegação de “proteger a conta” trata-se de um golpe.

A orientação principal para quem receber chamadas desse tipo é desligar o telefone imediatamente e entrar em contato com o banco por meio dos canais oficiais disponíveis no verso do cartão ou no aplicativo oficial. Caso o usuário perceba que foi vítima de uma fraude, é fundamental notificar a instituição financeira imediatamente para tentar o bloqueio cautelar do fluxo do dinheiro e registrar o boletim de ocorrência junto à Polícia Civil.