
Irmã de Kim Jong-un minimiza redução de treinos militares dos EUA na Coreia do Sul
19 de agosto de 2026Kim Yo-jong afirma que corte em manobras não altera a política hostil de Washington contra Pyongyang
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: EUTERS/Jorge Silva/Pool/Arquivo
A influente irmã do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un, Kim Yo-jong, declarou nesta quarta-feira (19) que seu país não tem qualquer interesse na decisão dos Estados Unidos de reduzir a escala dos exercícios militares conjuntos realizados com a Coreia do Sul. A decisão de diminuir o porte do treinamento foi anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump no domingo (16), sob a justificativa de evitar custos elevados e tentar reduzir o sinal hostil enviado a Pyongyang.
Apesar do gesto vindo da Casa Branca, Kim Yo-jong — apontada por analistas e biógrafos como a número dois na hierarquia do poder norte-coreano — ponderou que a medida não altera a essência da política hostil mantida pelos americanos contra o território norte-coreano. Para a cúpula do regime, a readequação do calendário militar não elimina o caráter provocativo das forças aliadas na península.
Relação pessoal entre líderes e diplomacia
A declaração de Kim Yo-jong destacou que a relação pessoal entre seu irmão Kim Jong-un e Donald Trump permanece excelente e fundamentada em lembranças positivas do primeiro mandato do republicano. Contudo, ela ressaltou que a simpatia mútua entre os chefes de Estado não substitui negociações formais e mudanças concretas nas diretrizes de segurança impostas pelos Estados Unidos na Ásia.

Também nesta quarta-feira, Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca que planeja se encontrar pessoalmente com Kim Jong-un ainda este ano para retomar diálogos diretos. A intenção do governo americano é reabrir canais de negociação sobre o programa nuclear norte-coreano, repetindo a aproximação registrada em cúpulas anteriores ocorridas no passado.
Dinâmica dos exercícios militares no Pacífico
Os treinamentos anuais conduzidos por Estados Unidos e Coreia do Sul abrangem operações integradas nas áreas terrestre, naval, aérea e cibernética. Mesmo com as alterações impostas pela determinação americana, os militares sul-coreanos mantêm atividades focadas no combate a novas ameaças, incluindo defesas contra drones e sistemas de interferência de sinal.
A tentativa de aproximação por meio da contenção militar reflete o cenário delicado da península coreana. Enquanto a administração Trump busca sinalizar abertura ao diálogo e restabelecer reuniões de alto nível, o governo liderado por Kim Jong-un reitera que só avaliará passos diplomáticos a partir de medidas de segurança de maior impacto estrutural.




