
Tesoureiro de ONG ligada ao filme Dark Horse é alvo da Polícia Federal
10 de setembro de 2026Investigação apura movimentação de 83 milhões de reais em contas do Instituto Conhecer Brasil.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar esquemas de lavagem de dinheiro, peculato e fraudes licitatórias associados aos dirigentes do Instituto Conhecer Brasil. A entidade é presidida pela empresária Karina da Gama, idealizadora e produtora do filme Dark Horse. Entre os principais alvos das buscas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal está o tesoureiro da instituição, Vanderlei Magalhães Natividade, um eletricista industrial residente na Zona Norte de São Paulo.
Movimentações milionárias e a rotina do investigado
Segundo a decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, o eletricista possuía poderes legais para movimentar todas as contas bancárias da ONG, repassando mais de R$ 83 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024. O volume financeiro diverge da realidade simples do profissional na Freguesia do Ó e Brasilândia, onde atua com manutenção elétrica e instalação de alarmes. Por ordem judicial, o investigado entregou seu passaporte e está proibido de deixar o território nacional.

Envolvimento de parlamentares e contratos sob suspeita
As apurações apontam que a rede de contatos da produtora do longa-metragem Dark Horse envolve empresários e gabinetes parlamentares em Brasília. Notas fiscais emitidas por empresas prestadoras de serviço revelam repasses da cota parlamentar e contratos municipais de grande porte em São Paulo, atingindo um montante contratual de R$ 108 milhões. No total, a Polícia Federal cumpre medidas cautelares contra 49 pessoas físicas e jurídicas sob supervisão do STF.
O que muda para o morador ou visitante
Para a população que acompanha os desdobramentos de políticas públicas e projetos culturais pelo país, o avanço da investigação reforça a fiscalização sobre o uso de verbas governamentais e emendas. A suspensão de pagamentos e o bloqueio de bens determinados pela Justiça visam estancar possíveis desvios, enquanto órgãos de controle interno passam a rever a prestação de contas de fornecedores e prestadores de serviços ligados aos envolvidos.



