
Greve dos Correios chega ao fim após TST aprovar reajuste de 4,09%
25 de setembro de 2026Trabalhadores retomam atividades nesta sexta-feira (25) após 15 dias de paralisação
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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A greve dos Correios chegou ao fim nesta sexta-feira (25), após 15 dias de paralisação em todo o país, com a definição de um reajuste salarial de 4,09% pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). O julgamento, concluído na quinta-feira (24), determinou a compensação dos dias parados sem desconto nos salários e autorizou alterações no plano de saúde dos funcionários.
A retomada total das atividades operacionais e de atendimento ocorre em todo o território nacional. A decisão encerra o dissídio coletivo instaurado para intermediar o impasse entre a estatal e os sindicatos representativos da categoria.
Reajuste salarial e compensação dos dias parados
O reajuste de 4,09% concedido pelo TST será aplicado de forma retroativa a 1º de agosto. A correção incide também sobre benefícios atrelados aos vencimentos dos trabalhadores, a exemplo do vale-refeição e da bolsa-creche.
Durante a deliberação, os ministros decidiram que não haverá desconto na folha de pagamento referente aos 15 dias de paralisação, impondo aos funcionários a obrigação de compensar as horas não trabalhadas.
A Corte Trabalhista também rejeitou o pedido da empresa para declarar o movimento como abusivo, negando a aplicação de multas financeiras às entidades sindicais.
Principais pontos definidos pelo TST no julgamento:
- Reajuste salarial: Índice de 4,09% retroativo a 1º de agosto;
- Benefícios: Atualização proporcional do vale-refeição e bolsa-creche;
- Dias parados: Compensação de jornada sem desconto em folha;
- Abusividade: Alegação de greve abusiva rejeitada pelo tribunal;
- Retomada: Volta imediata das atividades nesta sexta-feira (25).
Alterações no plano de saúde e impacto na operação
Outra medida relevante aprovada pelo TST refere-se à reestruturação do plano de saúde dos empregados. A decisão autoriza a mudança no modelo de custeio, permitindo que os Correios deixem de ser os únicos mantenedores e responsáveis pelos riscos do benefício.
A implementação dessa alteração não ocorrerá de forma imediata. As regras vigentes permanecem válidas até que a direção da estatal e as representações dos trabalhadores estabeleçam o novo formato de gestão.
A paralisação, iniciada em 10 de setembro, causou reflexos nos setores de triagem, transporte, distribuição e atendimento. A análise do processo no tribunal chegou a ser suspensa na segunda-feira (21) devido a questionamentos sobre o cumprimento do contingente mínimo de 80% dos trabalhadores em atividade.
Reestruturação financeira da estatal
O término da greve dos Correios ocorre simultaneamente aos esforços da diretoria para recompor a saúde financeira da empresa pública.
A estatal negocia a contratação de um empréstimo bancário no valor de R$ 7 bilhões, contando com a garantia da União. A operação financeira busca dar liquidez às contas da corporação.
No fim de 2025, os Correios já haviam captado R$ 12 bilhões sob as mesmas condições de garantia governamental, direcionando os recursos para a quitação de débitos operacionais e normalização dos fluxos de trabalho.
Resumo da notícia
Quando a greve dos Correios acabou?
A greve dos Correios foi encerrada nesta sexta-feira (25), após o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na quinta-feira (24).
Qual foi o reajuste salarial aprovado para os trabalhadores dos Correios?
O TST determinou um reajuste salarial de 4,09% para a categoria, com aplicação retroativa a 1º de agosto, abrangendo também benefícios como vale-refeição e bolsa-creche.
Os dias de paralisação da greve dos Correios serão descontados?
Não haverá desconto nos salários. O TST determinou que os trabalhadores deverão fazer a compensação dos dias parados em que a operação esteve interrompida.




