Primeira mulher a presidir a CUT-BA, Leninha Valente lança candidatura à ALBA pelo PT

Primeira mulher a presidir a CUT-BA, Leninha Valente lança candidatura à ALBA pelo PT

29 de setembro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Ex-presidente da CUT-Bahia disputa vaga de Deputada Estadual trazendo histórico de lutas pela classe trabalhadora

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Acervo Pessoal

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A ex-presidente da CUT-Bahia Leninha Valente (PT) disputa uma vaga de deputada estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nas eleições de 2026. Com trajetória pautada na defesa dos trabalhadores, da agricultura familiar e dos direitos das mulheres, a candidata leva para a política institucional a experiência acumulada no movimento sindical e comunitário.

Nascida Maria Madalena Oliveira Firmo em Serrinha, foi no município de Valente, na região do sisal, que construiu sua identidade pública e adotou o nome do município como sobrenome de afeto e atuação política.

Trajetória de base: do sindicalismo rural aos mandatos na câmara

A caminhada política de Leninha Valente teve início nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e no Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Valente. Filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1995, assumiu a presidência do STR no ano seguinte e a direção municipal do PT no ano 2000.

Sua capacidade de articulação comunitária resultou na eleição para a Câmara Municipal de Valente em 2008, mandato que renovou por três legislaturas consecutivas.

Como vereadora e presidente do legislativo municipal, viabilizou títulos de utilidade pública para associações do sisal e fortaleteu a agricultura familiar local. Graduada em Gestão de Pessoas, alinhou a formação técnica ao conhecimento prático das demandas do campo e da cidade.

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Pioneirismo na CUT-Bahia e articulação estadual

Em 2019, Leninha Valente tornou-se a primeira mulher a presidir a Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA), entidade que reúne mais de 400 sindicatos no estado. Durante seus dois mandatos à frente da central, destacou-se por negociações marcantes:

  • Proteção de estatais: Atuação decisiva ao lado dos trabalhadores para afastar o projeto de privatização da Bahiagás;
  • Garantia de direitos: Intermediação das negociações da categoria dos vigilantes com o governo baiano, assegurando reajustes nos benefícios;
  • Unificação da base: Consolidação da maior representatividade entre diferentes categorias profissionais da história da CUT-BA.

Plataforma eleitoral e propostas para a ALBA

Em 2026, Leninha Valente licenciou-se da presidência da CUT-BA para postular a vaga na Assembleia Legislativa. A candidatura fundamenta-se na resposta aos desafios atuais do trabalho, combatendo a precarização, a informalidade e a perda de direitos.

Principais eixos de propostas:

  • Trabalho e Direitos: Defesa do fim da escala 6×1 sem redução salarial, regulamentação do trabalho por aplicativos e combate à pejotização;
  • Mulheres: Ampliação da rede de creches públicas para mães trabalhadoras, combate ao assédio no ambiente corporativo e auxílio financeiro a vítimas de violência doméstica;
  • Juventude e Educação: Incentivo ao primeiro emprego, ampliação do programa Jovem Aprendiz e realização de concursos públicos para professores da educação básica;
  • Agricultura Familiar: Assistência técnica contínua no campo, ampliação da segurança alimentar, acesso à água e incentivo ao trabalho das mulheres rurais.

Conheça a candidata

Quem é Leninha Valente?

Leninha Valente (Maria Madalena Oliveira Firmo) é liderança sindical, ex-presidente da CUT-Bahia, ex-vereadora do município de Valente e candidata a deputada estadual pelo PT nas eleições de 2026.

Qual é a principal trajetória de atuação de Leninha Valente?

Sua história abrange a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Valente, três mandatos consecutivos como vereadora na cidade e a presidência da CUT-Bahia, onde foi a primeira mulher a ocupar o cargo.

Quais são as principais bandeiras de Leninha Valente para a ALBA?

Suas propostas priorizam a valorização da classe trabalhadora (fim da escala 6×1), o fortalecimento da agricultura familiar, o incentivo ao primeiro emprego para jovens e a ampliação de direitos e creches para as mulheres.