
Morre Regina do Acarajé, aos 74 anos, uma das baianas mais tradicionais de Salvador
19 de outubro de 2026Moradora de Pituaçu, Regina Santos Conceição dedicou mais de 50 anos à venda de acarajés e ficou conhecida pelos tradicionais tabuleiros nos bairros da Graça e do Rio Vermelho
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Morreu nesta segunda-feira (19), aos 74 anos, Regina Santos Conceição, conhecida como Regina do Acarajé, uma das baianas de acarajé mais tradicionais de Salvador. Moradora do bairro de Pituaçu, ela dedicou 54 anos à atividade e conquistou reconhecimento pelos tabuleiros instalados nos bairros da Graça e do Rio Vermelho. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Nascida em 7 de setembro de 1952, Regina começou a trabalhar com acarajés ainda na juventude, seguindo uma tradição familiar ligada à culinária baiana. Ao longo de mais de cinco décadas, construiu uma trajetória que a tornou referência na gastronomia de Salvador, sendo reconhecida ao lado de outras baianas históricas, como Cira e Dinha, também falecidas.
O velório de Regina do Acarajé será realizado nesta terça-feira (20), a partir das 12h, na sala 6 do Cemitério Bosque da Paz, localizado na Avenida Aliomar Baleeiro, nº 7370, em Nova Brasília, Salvador. A cerimônia de despedida está marcada para as 14h, no mesmo local.
De Pituaçu aos tradicionais tabuleiros da Graça e do Rio Vermelho
Neta de uma baiana de acarajé de Pituaçu, Regina cresceu acompanhando o trabalho da família na preparação e comercialização de acarajés e abarás. Foi a primeira entre as irmãs a aprender o ofício e, aos 19 anos, já atuava como baiana de acarajé.
No início da trajetória, ajudava os familiares a vender os quitutes na orla de Salvador, especialmente na região de Patamares. A mudança para a Graça aconteceu após a indicação de um cliente, que informou sobre a disponibilidade de um ponto comercial na Avenida Euclides da Cunha.
Foi naquele endereço, próximo à antiga locadora Video Hobby, que Regina começou a ampliar sua clientela. O tabuleiro permaneceu no local durante 13 anos, antes de ser transferido para a Rua da Graça e, posteriormente, para o Largo da Vitória.
Com o crescimento do negócio, a família também passou a manter um segundo ponto de venda no Rio Vermelho, consolidando o nome Regina do Acarajé entre os estabelecimentos tradicionais da culinária baiana.

Tradição familiar e legado na gastronomia de Salvador
Além do reconhecimento conquistado nas ruas, Regina construiu um negócio familiar que passou a envolver diferentes gerações.
Em entrevista publicada no A Tarde no início deste ano, a baiana contou que cerca de 30 pessoas trabalhavam na produção da massa e nos dois pontos de venda. Mesmo com a redução de sua presença nos tabuleiros por questões de saúde, ela continuava acompanhando a preparação dos alimentos e orientando o trabalho da equipe.
Na ocasião, Regina destacou o carinho recebido dos clientes ao longo dos anos e a satisfação de manter a tradição do acarajé, apesar das dificuldades enfrentadas por quem exerce o ofício.
Sua trajetória representa a importância das baianas de acarajé para a preservação da culinária, da cultura popular e das tradições afro-brasileiras em Salvador.
Com a morte de Regina, a capital baiana perde uma de suas representantes mais conhecidas desse ofício, cuja história esteve ligada aos bairros de Pituaçu, Graça e Rio Vermelho.
Velório e despedida de Regina do Acarajé
Familiares, amigos e admiradores poderão se despedir de Regina Santos Conceição nesta terça-feira (20), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.
O velório começará às 12h, na sala 6, e a cerimônia de despedida está prevista para as 14h. O cemitério fica na Avenida Aliomar Baleeiro, nº 7370, no bairro de Nova Brasília.


