
Gás de cozinha fica 17,5% mais caro na Bahia e botijão pode subir até R$ 15
3 de novembro de 2026Reajuste aplicado pela Acelen desde domingo (1º) eleva o preço do GLP vendido às distribuidoras e pode atingir consumidores nos próximos dias
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Pedro Ventura/Agência Brasil
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O gás de cozinha ficou mais caro na Bahia a partir de domingo (1º de novembro), após a Acelen aplicar um reajuste de 17,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) comercializado pela Refinaria de Mataripe às distribuidoras. A mudança pode provocar um aumento entre R$ 12 e R$ 15 no valor do botijão de 13 kg vendido ao consumidor final.
Segundo informações do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), o reajuste deve ser repassado gradualmente aos pontos de revenda e chegar aos consumidores nas próximas compras.
O preço do botijão de 13 kg vinha variando entre R$ 90 e R$ 170, conforme o estabelecimento e a localidade. Com o novo aumento, os valores poderão sofrer alterações, mas o preço final dependerá das condições praticadas por cada revendedor.
Quanto o gás de cozinha ficou mais caro?
De acordo com a Acelen, o preço por tonelada do GLP vendido às distribuidoras passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90, uma diferença de R$ 693,30 por tonelada.
O reajuste de aproximadamente 17,5% incide sobre o preço de comercialização da refinaria para as distribuidoras, e não diretamente sobre o preço final pago pelo consumidor.
A estimativa de aumento entre R$ 12 e R$ 15 por botijão foi apresentada pelo setor de revenda, considerando os possíveis efeitos do novo preço sobre a cadeia de distribuição e comercialização.
Por isso, o aumento poderá variar entre estabelecimentos de Salvador, da Região Metropolitana e de outros municípios baianos.
Maior reajuste desde que a Acelen assumiu a refinaria
Segundo Robério Souza, presidente do Sinrevgas, o aumento de novembro é o maior registrado desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, em dezembro de 2021.
O representante do setor afirma que a elevação dos custos deve atingir toda a cadeia de comercialização do produto, desde as distribuidoras até os pontos de revenda.
O impacto poderá ser percebido especialmente pelas famílias que utilizam o botijão de 13 kg para preparar alimentos diariamente.
A Acelen informou que sua política de preços considera fatores de mercado, incluindo as cotações internacionais do petróleo, a variação do câmbio e os custos de frete.
Segundo a empresa, essas condições podem provocar oscilações tanto de alta quanto de queda nos preços praticados pela refinaria.
Gás de cozinha teve aumentos e reduções ao longo de 2026
O reajuste anunciado para novembro ocorre após uma sequência de mudanças nos preços do GLP ao longo de 2026.
Segundo os dados apresentados pelo setor de revenda, as variações foram:
- Janeiro: aumento de 2,38%.
- Fevereiro: redução de 4,19%.
- Março: estabilidade.
- Abril: aumento de 15,2%.
- Maio: aumento de 4,3%, sem repasse integral aos consumidores, segundo o sindicato.
- Junho: aumento de 9,59%.
- Julho: redução de 6,8%.
- Agosto: redução de 7,1%.
- Outubro: aumento de aproximadamente 9%.
- Novembro: aumento de 17,5%.
De acordo com o sindicato, o reajuste de novembro é o sétimo aumento registrado no ano, considerando as altas identificadas no período.
Apesar das reduções observadas em alguns meses, a elevação mais recente representa uma pressão adicional sobre os custos de comercialização do gás de cozinha.
Como o consumidor pode economizar na compra do botijão?
Com a possibilidade de novos preços nos pontos de revenda, a orientação é pesquisar antes de comprar.
Os consumidores podem comparar os valores cobrados por diferentes estabelecimentos, verificar se há cobrança de entrega e confirmar o preço total antes de finalizar o pedido.
Também é importante adquirir o produto em revendas autorizadas e verificar as condições de segurança do botijão, incluindo o lacre e a identificação da distribuidora.
Na Boca do Rio, no Imbuí e nos demais bairros de Salvador, os preços poderão variar de acordo com o fornecedor, a disponibilidade do produto e os custos de distribuição.
O novo reajuste já está em vigor para as distribuidoras desde domingo (1º), mas o valor efetivamente cobrado do consumidor dependerá do repasse realizado pelos estabelecimentos.



