Concursos: Confira 3 dicas do que não fazer durante a preparação

Concursos: Confira 3 dicas do que não fazer durante a preparação

4 de setembro de 2024 0 Por Carlos Azevedo

Especialistas indicam que metodologias como resolução de provas antigas, revisão espaçada e entre outras

Fonte: A Tarde / foto: Divulgação

Alguns métodos de ensino já são conhecidos por ser eficazes na preparação de exames e provas, como em concursos públicos. Especialistas indicam que metodologias como resolução de provas antigas, revisão espaçada e entre outras podem reforçar a absorção de conhecimento e influenciar na evolução dos estudantes.

Confiram algumas dicas do que não fazer na preparação para concursos públicos:

1. Método pega-vareta

Essa técnica, que consiste em responder primeiro às questões mais fáceis em um exame, economizando tempo para as mais difíceis, não é recomendada por especialistas, principalmente durante a preparação para os concursos. Isso porque, a metodologia não se sustenta em um cronograma de estudo, e nem garante uma sequência lógica para o estudante.

“É uma forma de estudar muito aleatória, sem planejamento estruturado, pegando tópicos diferentes, diferentes matérias, sem seguir uma sequência lógica. Não é considerado eficaz porque vai levar a pessoa a uma compreensão superficial dos assuntos e vai dificultar a retenção de informações. Fundamental é ter um cronograma, saber qual o cronograma do edital, colocar como o ponto principal desta preparação a leitura do edital para ter uma compreensão ampla, clara, efetiva do que o edital vai cobrar”, explica a professora e especialista em preparação para concursos, Rose Sampaio.

2. Estudar de última hora

Isso não chega a ser uma novidade. Apesar de quase todas os estudantes saberem que aqueles 45 minutos do segundo tempo podem ser aproveitados, esse momento não é útil para absorver conteúdos que não foram estudados antes. Isso também é consenso para especialistas da área.

“O mais interessante é que a pessoa se organize para que pelo menos durante 1 hora e meia a 2h horas por dia, se dedique à organização do conteúdo, ao planejamento estratégico de reconhecimento do perfil da banca do concurso. Se não houve tempo antes, que ele faça desses 45 minutos algo que realmente vale a pena, estudando com revisão de resumos, com mapas mentais, com simulados rápidos tendo em mente que precisa ter técnica de relaxamento e colocando dentro de sua organização diária esse direcionamento para colocar o concurso de seu interesse como meta”, sugere a professora.

3. Estudo passivo

Ao contrário do estudo ativo, que acontece quando o estudante exercita os conhecimentos com os quais tem contato e tira as dúvidas que surgem diante de um conteúdo, em vez de apenas receber a informação, o estudo passivo consiste em apenas ler e reler o material, sem interação ativa com o conteúdo. Para Rose Sampaio, essa metodologia precisa ser revisada e retirada do método de estudo dos concurseiros.

“Esse tipo de estudo pode levar a uma falsa sensação de compreensão e não é eficaz para reter as informações e, de fato, entender aqueles elementos que estão sendo ali apresentados. Métodos ativos como resolução de questões, criação de resumo, práticas de simulados, socialização do conteúdo são os métodos mais recomendados. A leitura não vai ser descartada totalmente, é lógico, mas ela precisa ser reavaliada e trazida para dentro de um processo de método ativo”, explica a profissional.