Adeus, escala 6×1: Empresas mudam escala para combater falta de mão de obra antes da mudança na lei

Adeus, escala 6×1: Empresas mudam escala para combater falta de mão de obra antes da mudança na lei

22 de fevereiro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Redes de supermercados no interior paulista testam jornada 5×2 e registram aumento na produtividade e queda em faltas

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Empresas adotam o fim da escala 6x1 para atrair candidatos em meio à falta de mão de obra. Veja como a mudança impacta o varejo em 2026
Foto: Paulo Pinto | Agência Brasil

Diante da severa escassez de trabalhadores, algumas empresas brasileiras decidiram implementar o fim da escala 6×1. O objetivo principal é tornar as vagas mais atrativas para candidatos que buscam melhor equilíbrio entre vida e trabalho.

O Grupo Savegnago, com 14 mil funcionários, oficializou o fim da escala 6×1 em fevereiro deste ano e já percebeu que a folga dupla aumenta o engajamento e a produtividade, mantendo a carga horária de 44 horas semanais.

Na rede Pague Menos, a mudança ocorreu em janeiro (2026). Após o fim da escala 6×1, o número de candidatos interessados em trabalhar no grupo dobrou, reduzindo drasticamente os índices de rotatividade e faltas no varejo.

Para especialistas, o fim da escala 6×1 é uma ferramenta de retenção de capital intelectual. Empresas do terceiro setor, como a MOL Impacto, já testam modelos ainda mais flexíveis para garantir a saúde mental de seus times.

Embora o setor de supermercados tenha 350 mil vagas abertas, a transição para o modelo 5×2 surge como solução. A tendência se consolida neste domingo (22) como um movimento estratégico para enfrentar a crise de contratações.

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Apesar dos benefícios, alguns setores alertam que a mudança pode impactar custos operacionais. Contudo, os ganhos em disposição e a redução de licenças médicas mostram que o descanso maior gera resultados financeiros positivos para as marcas.

A estratégia antecipa possíveis discussões legislativas no Congresso Nacional. Ao oferecer condições melhores que as tradicionais, as empresas do interior paulista lideram uma transformação na cultura organizacional do comércio moderno.

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ESCALA 6X1