Alex Santos declara torcida para a seleção japonesa e alerta sobre força coletiva no mata-mata

Alex Santos declara torcida para a seleção japonesa e alerta sobre força coletiva no mata-mata

28 de junho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Ex-jogador de duas Copas do Mundo analisa evolução tática e atletas em grandes clubes europeus

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Getty Images

A análise de confrontos eliminatórios ganha contornos enriquecedores quando parte de quem vivenciou a atmosfera de duas culturas esportivas distintas. O processo de globalização do futebol, intensificado nas últimas décadas, permitiu que talentos sul-americanos fincassem raízes em mercados internacionais, transformando a dinâmica tática de seleções historicamente reconhecidas pela velocidade, mas carentes de cadência e refino técnico no gramado.

Neste domingo (28), as projeções para o decisivo duelo de oitavas de final ganharam um depoimento de grande impacto nos bastidores da imprensa. O ex-jogador Alex Santos analisou o embate entre brasileiros e japoneses, declarando abertamente o seu apoio ao time asiático para o confronto desta segunda-feira. Natural de Maringá, o veterano de 48 anos acumulou a experiência de disputar os Mundiais de 2002 e 2006 com a camisa dos Samurais Azuis.

A postura confiante do ex-atleta baseia-se na profunda transformação estrutural que o esporte japonês apresentou nos últimos ciclos competitivos. Para Alex Santos, a atual geração superou a antiga fama de praticar um futebol baseado apenas na intensidade física e na correria ingênua. O ex-ponta alertou que a seleção asiática exibe uma organização coletiva superior e conta com 23 atletas convocados atuando em gigantes da Europa, como Liverpool e Bayern de Munique.

“No coletivo, o Japão é melhor que o Brasil. A equipe está muito mais preparada, controla o ritmo do jogo e pode perfeitamente surpreender se a Seleção der bobeira no campo”, pontuou o paranaense.

O histórico do confronto traz memórias intensas para o ex-jogador, que esteve presente no único embate anterior entre as duas nações em Mundiais, ocorrido na Alemanha. Naquela ocasião, uma jogada construída por Alex Santos resultou na assistência para o gol de Keiji Tamada, abrindo o placar contra a constelação brasileira que contava com Ronaldo e Ronaldinho. Apesar do susto inicial, o favoritismo do país sul-americano consolidou-se com uma virada expressiva por 4 a 1 na fase de grupos.

A mudança de posicionamento na carreira do atleta ocorreu justamente pelas mãos de um dos maiores ídolos do esporte nacional. Sob o comando técnico de Zico na seleção nipônica entre 2002 e 2006, o então ponta-esquerda foi recuado para atuar na linha defensiva como um lateral com total liberdade de apoio ao ataque. Sendo flamenguista de infância, o jogador revelou que trabalhar diretamente com o Galinho de Quintino foi a realização de um sonho de infância no exterior.

Afastado dos gramados profissionais há uma década após fazer história no Shimizu S-Pulse, o ex-lateral comanda atualmente o Instituto Alex Santos em sua cidade natal, promovendo inclusão através de escolinhas de futebol. O profissional também exerce a função de executivo principal do Galo Maringá no campeonato estadual em 2026. Suas observações jogam luz sobre o perigo real que a comissão técnica brasileira enfrentará na abertura das etapas eliminatórias em Houston.