Alexandre de Moraes: saiba os detalhes do aumento patrimonial da família
6 de abril de 2026 Off Por Boca do Rio MagazineEntenda como o casal triplicou bens imobiliários desde 2017 e quais são as propriedades de luxo citadas em levantamento de cartórios.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Tribunal Superior Eleitoral

Um levantamento detalhado sobre o patrimônio imobiliário do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, aponta que o casal triplicou seus bens nos últimos cinco anos. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda (06), o valor total das propriedades saltou de R$ 8,6 milhões em 2017 para R$ 31,5 milhões em 2025.
Os dados, obtidos através de contratos registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, indicam que apenas entre 2021 e 2025 o casal adquiriu R$ 23,4 milhões em imóveis. As compras teriam sido realizadas majoritariamente à vista, abrangendo endereços em regiões de alto padrão, como o Lago Sul, em Brasília, e o Jardim América, em São Paulo.
A maior parte dessas transações imobiliárias foi efetuada pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, uma sociedade composta por Viviane Moraes e os filhos do casal, Alexandre e Giuliana. Embora o ministro Alexandre de Moraes não figure como sócio da empresa, o regime de comunhão parcial de bens do casamento faz com que as aquisições integrem o patrimônio comum da família.

Como ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes recebe o teto do funcionalismo público federal, atualmente fixado em R$ 46 mil mensais. O crescimento patrimonial, que agora totaliza 17 imóveis, inclui também um apartamento de veraneio em Campos do Jordão (SP), destino tradicional da elite paulista, além de unidades residenciais de luxo na capital paulistana.
Até o fechamento desta edição, nesta segunda (06), o gabinete do ministro no STF e a advogada Viviane Barci de Moraes não haviam retornado os contatos para comentar os dados apresentados pela reportagem. A empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos também não emitiu manifestação oficial sobre a origem dos recursos ou a estratégia de investimento da sociedade.
O caso repercute intensamente nos bastidores do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Analistas destacam que, embora o exercício da advocacia por cônjuges de magistrados seja permitido, o volume das transações realizadas à vista pela família de Alexandre de Moraes atrai a atenção pública em um momento de alta polarização política no país.
A reportagem do jornal paulista enfatiza que o salto patrimonial coincide com o período em que o ministro assumiu relatorias de inquéritos sensíveis e de grande visibilidade nacional. A transparência sobre a evolução de bens de autoridades públicas é um tema recorrente em debates sobre governança e ética no serviço público brasileiro em 2026.
A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes ou seus representantes legais prestem esclarecimentos nos próximos dias para detalhar a evolução financeira da família. Enquanto isso, o levantamento dos cartórios segue sendo analisado por especialistas em direito administrativo e mercado imobiliário, que buscam entender o fluxo de investimentos do instituto jurídico da família.



