Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil

Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil

24 de fevereiro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Órgão determina apreensão imediata de cinco marcas famosas sem registro sanitário; confira a lista de medicamentos vetados pela resolução

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação/Shutterstock

A Anvisa proibiu a comercialização de, pelo menos, cinco marcas de canetas emagrecedoras irregulares no Brasil após identificar a comercialização de produtos sem a devida autorização sanitária. A medida foi oficializada através da Resolução RE 690/2026, publicada na última segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.

O órgão regulador determinou que cinco marcas principais devem ser apreendidas e retiradas de circulação em todo o território nacional. A ausência de registro sanitário significa que não há garantias sobre a procedência, segurança ou eficácia dessas substâncias para o consumidor.

Entre os itens vetados, destacam-se todos os lotes do Lipoless MD (em diversas dosagens) e as canetas de Retatrutide 40mg. Também entraram na lista de proibição o Tirzec, o Lipoland e as versões T.G de 10mg e 15mg, fabricadas por laboratórios estrangeiros ou sem licenciamento local.

Além das canetas emagrecedoras, a agência estendeu a fiscalização para outros produtos de origem desconhecida. O medicamento Natu Sec e o suplemento alimentar Tadala Pro Max tiveram a comercialização e divulgação proibidas, atingindo inclusive veículos de comunicação que anunciem tais produtos.

A resolução deixa claro que a proibição abrange a fabricação, distribuição, importação e o uso desses itens por qualquer pessoa física ou jurídica. A fiscalização será rigorosa sobre sites e redes sociais que promovem a venda direta dessas canetas emagrecedoras clandestinas.

Consumidores que fazem uso de terapias injetáveis para perda de peso devem verificar se seus medicamentos possuem o número de registro da agência na embalagem. O uso de substâncias irregulares pode causar efeitos colaterais graves e permanentes ao organismo humano.

Médicos alertam que medicamentos para obesidade só devem ser adquiridos com prescrição e em estabelecimentos autorizados. A pirataria de fármacos injetáveis tem crescido no mercado digital, driblando normas de armazenamento e pureza dos princípios ativos.

Para denunciar a venda desses produtos ilegais, a população pode utilizar os canais oficiais da Vigilância Sanitária. A Anvisa reforça que o registro é a única forma de garantir que o benefício do tratamento supera os riscos inerentes a qualquer substância química.